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21 de dez. de 2014

Já não é para sempre

Já não é para sempre.
Nada é para sempre. Nunca fora e nunca será. 
Soubemos disso por um bom tempo, por um tempo bom. Mas o próprio tempo nos enganou... Por muito tempo. O suficiente para acreditarmos em um "sempre"... Porém ainda é fato que o para sempre, sempre acaba. 
Já não és meu tudo. 
Já não és tudo que preciso, tampouco tudo que tenho.
No fundo, nunca fora. Assim como nunca o fui para ti. Todos temos nossas vidas, todos temos nossas próprias formas de viver, e mesmo estas podem mudar. 
Já não é necessário.
Não há necessidades, não há motivos, há apenas um eco prolongado.
Sabemos que vivemos bem sozinhos, sabemos que temos dois pulmões e um coração cada um. Não há porque desespero, não há razão para ter medo.
Já não somos invencíveis.
Já não acreditamos em força suprema, talvez nem acreditemos mais em força alguma.
Deixamos de lado há tempos aquelas velhas ideias de que poderíamos fazer o que quiséssemos, e que assim poderíamos viver da forma que achássemos melhor.
Já não és único. 
Teus olhos e teu sorriso, tua fala e teus pensamentos, antes tão únicos e diferentes... Agora apenas mais algumas características. 
Também já não tenho aquele encanto nos olhos, aquilo foi trocado por olheiras de noites mal dormidas.
Já não é quase nada...
Não é eterno, não é tudo, não é preciso, não é imbatível, não é único... 
Há meses é apenas uma corda bamba, um pensamento inquieto, um eco entre duas cavernas próximas.
Porém, ainda é inevitável.
Como o sol nasce todos os dias, assim também todos os dias nos lembramos de todas aquelas histórias. Não por querermos, mas por não conseguirmos impedir tais memórias. 
Ainda é interessante.
Olhamos um para o outro como um astrônomo olha o espaço, por mais que nos conheçamos tão bem, parece que nunca nos conheceremos completamente. Há sempre um novo sonho, uma nova mania, novas possibilidades... Sempre a delicada excitação de não saber o que vem a seguir.
Ainda é divertido.
Todas aquelas risadas que surgem com piadas que apenas nós contamos. Aquelas ideias loucas de assaltar bancos ou dominar a galáxia, coisas que só nós entenderíamos.
Ainda é íntimo.
Entre choros e sorrisos, ainda dividimos cada momento, seja bom ou ruim.
Ainda compartilhamos daquela velha conexão que se recusa a sair do ar. 
Ainda é desafiador.
Aquilo que nos moveu desde o início ainda está aqui, cada desafio e obstáculo. E assim como crescemos e amadurecemos, eles também o fizeram. Talvez nunca nos deixem, e ao todo, não é lá uma coisa ruim.
Ainda é real.
Apesar de todas as provocações, estragos, fingimentos e desculpas, ainda é real. Tão real quanto a certeza de estarmos vivos. Tão real quanto todos os outros ainda serem apenas os outros. 
Ainda é amor.
Sim, ainda é amor. 

8 de dez. de 2014

Anjo



 É como se pudesse senti-las, sentir suas asas em volta de mim. Enquanto a noite avança e as horas voam, é como se aqui estivesse você outra vez, me protegendo do bicho-papão e seus amigos das horas mais escuras. Sinto sua respiração de leve, como se tentasse se mostrar de alguma forma bem ao meu lado. Se fecho os olhos, aqui você está, em cada flashback em preto e branco, e em cada lembrança ainda vívida em minha mente. Agarro-me a essa sensação boa que sua presença traz, mesmo que seja apenas minha imaginação, posso até mesmo ouvir seus sussurros que ainda me tranquilizam ao confirmar que tudo está sob controle. Provavelmente, ao acordar, você voltará a ser um de meus demônios, aqueles contra os quais venho tentando lutar dia após dia... Mas por enquanto, gosto assim, gosto que seja meu anjo. 

5 de dez. de 2014

Poeta nu

Sentou para escrever, e apenas vomitou palavras.
Despiu-se de suas ânsias, de seus medos e de suas mágoas.
Vestiu-se em palavras desconexas, sem rima, gramática ou coerência.
Sentiu-se real e sincero, libertou-se da cadeia de seu vocabulário.
Largou de um lado da cadeira o status que tanto importava,
Notou que pra escrever não precisava de algo assim.
Deixou no canto da mesa os desamores e as farsas,
Sentiu-se feliz, apenas por estar feliz...
A felicidade já não lhe fazia sentido, e já não a queria entender.
Tirou da alma o que pôde, tirou do coração o que precisava,
Abriu mão do autocontrole, do estresse e de todo o resto.
Colocou um sorriso nos lábios e ignorou a classificação de estrofes ou de versos.
Inspirou-se a si próprio, sem esperar pela benção da musa.
Expirou onomatopeias, transpirou poemas, suspirou sentimentos. 
Tornou-se criança novamente, e descreveu-se como o poeta nu
Que renasceu de sua própria mente apenas com a grandeza da inocência que desconhecia 
Escreveu como jamais havia escrito, com tal emoção que faria Romeu e Julieta voltarem a vida
então saiu gritando eureca.
Não era o novo gênio do século, tampouco descobrira algo revolucionário...
Apenas sentiu vontade e achou graça
Em correr por aí pelado.

28 de nov. de 2014

Em ti

Perdida entre casas e esquinas procuro o que me falta; o sorriso, a quietude, paz de espírito, a leveza. Procuro aquele olhar tranquilo que acalma a alma, aquela voz suave que afasta os medos e traz a melhor das sensações de bem estar. Procuro algo que talvez nunca possa achar, algo que talvez não exista. Procuro o sonho que perdi e tento me livrar dos medos que colecionei todo esse tempo, mas não é assim tão fácil. Entre olhares curiosos e palavras carinhosas procuro aquilo que me libertará, a verdade inabalável, as maravilhas da vida, aquilo que um dia tive. Entre bares e shoppings busco pelo agito da alegria que um dia tive, busco pela felicidade que talvez um dia eu tenha sabido onde estava... Mas já não me lembro. Procuro em cada canto da cidade e em cada canção tocada no silêncio da madrugada aquilo que me fazia entender a necessidade de viver. Sinto as respostas cada vez mais próximas, voltando com o tempo, tomando seu tempo... E o meu também. Enquanto isso procuro em todo lugar e de toda forma, tudo aquilo que no fundo sei que só poderia encontrar em ti.

14 de nov. de 2014

Super Heróis

É um momento tão ruim que você se encolhe em um canto da cama como se todo o seu quarto estivesse cheio de monstros de todos os rostos e formas, tudo te sufoca e você só quer chorar. Você olha pela janela e o tempo está fechado e tudo que você se pergunta é por que não existem os malditos super heróis? Talvez fosse mais fácil lidar com os monstros quando pudesse apenas gritar por um nome para te ajudar, como se por alguma mágica, um super herói fosse materializar-se bem a sua frente e chutar para longe todo e qualquer monstro que te assombrasse. Tudo que você mais queria: alguém forte e astuto o bastante para te salvar a todo e qualquer momento em que precisasse. 
Talvez seu super herói não esteja lá quando você gritar, quando estiver se afogando em suas próprias lágrimas, ou quando estiver lutando contra a fome incontrolável de chocolate que pode acabar em uma dor de barriga daquelas... Mas acredite, ele existe. As vezes sua maior força não seja o super soco e sim o poder secreto de lhe arrancar risadas, ou talvez aquela mágica que só ele vai saber fazer para tornar todos os monstros em pequenas sombras que se dissipam com a menor luz que possa surgir. Talvez você espere alguém parecido com o Superman, mas é mais provável que você encontre um Clarck, e isso não quer dizer que estará menos amparada... Talvez esteja até mais segura. Seja como for, apenas acredite, super heróis existem. Todos tem o seu. 
Então você está encolhida em um canto da cama como se todo seu quarto estivesse cheio de monstros de todos os rostos e formas, tudo te sufoca e você só quer chorar... Mas você recebe aquela mensagem e vê que tudo aquilo não passava de um pesadelo. Conheça seu Super Herói, ele pode não ser o mais forte, mais rápido ou mais-qualquer-coisa, mas ele sempre vai te acordar para os melhores sonhos que possa te fazer sonhar. 


4 de nov. de 2014

Quem sou eu?


Penso sempre duas vezes antes de responder quando alguém pergunta "Quem é você?". Eu sei que quem pergunta quer apenas um nome, quase sempre, mas não consigo deixar de imaginar mil questões. Afinal, quem sou eu?
Eu sou a garota igual a todas as outras garotas, que gosta de garotos e chocolate. Mas também sou a garota diferente de todas as outras garotas, que prefere estar sozinha com o travesseiro do que estar em uma festa ou shopping com os amigos.
Eu sou o esteriótipo de garota bipolar, agressiva, que não sabe quem é. Mas também sou aquela garota que tem certeza de tudo em um certo nível que ninguém jamais ousaria retrucar.
Sou a garota que se identifica com textos sobre corações partidos e voltas por cima, mas também aquela que de fato nunca sofreu.
Sou a garota que todos conhecem, que todos gostam, que todos querem por perto, mas que ninguém jamais entenderá por completo e ninguém jamais verá desabar.
Sou apenas mais uma garota, então como consigo ser tão eu e tão diferente das outras?
Sou a egocêntrica com baixa autoestima, a sorridente com olhos tristes e cansados, a extrovertida que tem medo de falar, a garota sincera que canta mentiras sobre si própria para despistar, a cara da realidade vivendo em um mundo surreal, sou mesmo uma mistura. No fundo sou um pouco de cada um, mas eu o bastante para ser apenas Alice.
Então eu olho nos olhos de quem me pergunta, investigo a alma e decido quem devo ser. Talvez meu nome seja Sofia para você e Amélia para alguém que conheci na outra semana, mas no fundo sou apenas Alice. Eu sei quem sou, e sei também que o que alguém sabe sobre mim, é apenas o que quero que saiba.


3 de nov. de 2014

Tic Tac


Foi quando eu tinha 5 anos que aprendi a ver as horas, aprendi que quando o relógio marcava meio-dia era hora do almoço, e que sete horas da noite era hora de jantar, também aprendi que dez horas da noite eu já devia estar na cama. Muito se falava de tempo, mas para uma criança o que seria o tempo além de um relógio mostrando as horas?
Infelizmente eu cresci. Cresci e entendi que tempo não é apenas o que marca um ponteiro ou o que mostra um display. Entendi que tempo é mais que o simples tic-tac de um relógio, é algo que vai além de um horário definido. Aprendi que o tempo é algo imbatível, imparável, incontrolável, imutável, e também irreal. Não é algo que possamos pegar com as mãos ou guardar em algum lugar. Não mede apenas segundos, minutos, horas, dias, meses, anos, décadas, séculos, milênios, etc... Também nos mede. Mede períodos da vida, e até mesmo nossa existência. Aprendi de maneiras dolorosas, e outras vezes divertidas, que para tudo existe um tempo e nem sempre esse tempo é longo... Mas também nem sempre é curto. Que tudo tem uma medida única de tempo, e é preciso respeitar isso. 
Não se pode atropelá-lo, não se pode retrocedê-lo, adiantá-lo ou mesmo pará-lo. Já enxerguei isso de uma forma ruim, mas talvez seja por ser assim, algo tão forte e abstrato, que hoje já não me importo... Apenas deixo que cada coisa aconteça seguindo o ritmo de seu próprio tic-tac. 

29 de out. de 2014

Nossa marca


Você, que está lendo isso neste momento, já parou pra pensar no que acontecerá depois que morrer?

Dizem que o universo continuaria o mesmo seja conosco ou sem nenhum de nós, e ainda assim, me pergunto porque todos temos essa necessidade tão grande de deixar uma marca para trás...
Seja com a música, ou com a escrita, com a pintura ou até mesmo com a fala... Dançando, criando, atuando, ajudando; todos queremos deixar uma marca. E você que diz não querer, um dia já quis ou um dia irá querer. É humano. É inevitável. Todos olhamos para os grandes astros, escritores, cantores ou músicos e os admiramos, imaginando se um dia conseguiríamos chegar neste lugar que muitos chamam de "sucesso". No fundo, nenhum de nós quer ser esquecido, exatamente como o jovem Augustus Waters (A culpa é das estrelas - John Green), eu por exemplo, tive muito dele. Não aceitava a ideia de esquecimento. Busquei por vários meios o reconhecimento, cantei, escrevi, dancei, inventei... Mas há coisas tão inevitáveis quanto a morte, e o esquecimento é uma delas.
Sou o que chamo de pessoa "completa, porém insatisfeita", e provavelmente há muitas outras pessoas assim por aí, aquele tipo de pessoa que sabe de tudo um pouco mas não sabe muito sobre nada... Essas pessoas são as principais fadadas a passar a vida longe do terreno conhecido como "sucesso", foram poucas dessas pessoas que já conseguiram entrar nesse pequeno mundo de reconhecimento global. E é para essas pessoas que escrevo este texto, apenas para dizer que Não, você não precisa do reconhecimento do mundo! E não, você nunca será apenas mais um na multidão só por não ser uma pessoa famosa. O fato é que nos nossos momentos de querer ser alguém importante, esquecemos que já somos, ignoramos as pessoas que nos reconhecem gratuitamente, e perdemos aquilo que nos torna único. Então pra que se preocupar em se destacar? Um dia todos esquecerão até mesmo o nome de Shakespeare, e para falar a verdade, Shakespeare nem se importa mais com isso. O que importa não é quantos fãs você tem, ou quantas pessoas você "salvou". O importante é quantos verdadeiros amigos estão a seu lado, e quanto amor você pode lhes oferecer. É dessa forma que nós ficamos na memória das pessoas, e essa, na minha opinião, é a forma mais bela de se tornar eterno.
Muitos são lembrados por poucos, e poucos por muitos... No fim, o que importa não é a quantidade, mas a intensidade da lembrança.

23 de set. de 2014

A vida de Lira: 15 anos


Querido diário,
Já não sei se devo te chamar assim. Nos últimos dias parece mesmo é que não quero nada... Principalmente escrever em você.
Desde a festa, a famosa festa de rito de passagem dos 15 anos - que ainda não entendo pra que existe - não há nada que eu consiga pensar além de: Por que?
Primeiro: por que todos tem que focar em como sou? No que faço ou deixo de fazer, no que fiz, falei ou pensei? Por que todos querem me dizer como agir, ou pior, como acham que estou agindo?
Talvez alguém devesse contar a todos que eu não sou nenhuma estrela do cinema. Talvez meus pais devessem notar, que ainda não me tornei a adolescente rebelde que eles tanto acreditam que sou...
Segundo: Como? Sério, como todas essas mudanças acontecem de uma só vez? Uma hora somos apenas nós e nossos sonhos idiotas de todos os dias. Bonecas, brinquedos, doces e a comida gostosa da mamãe... Então tudo se torna, estudos, trabalho, garotos... Garotos. Ah, que merda, Garotos!
Pois é, como? Como tudo se torna tão bagunçado?
Dizem, pelo menos eu ouvi dizer por aí, que é tudo culpa da idade... Que tudo isso passa e que todos estão fadados a se tornarem adultos monótonos e entediantes, cheios de responsabilidades e afazeres... Bom... Eu espero que essa maldição geral não caia sobre mim, mas algo mesmo tempo... Eu quero que tudo suma.
Porque entenda ou não, pequeno pedaço de papel onde eu escrevo, eu sou um ser humano, e seres humanos tem sentimentos, mesmo que conflituosos, ou as vezes intensos demais... E tudo que quero as vezes eh sumir, ou talvez gritar, ou xingar todos... Tudo mesmo. Tudo pra puta que pariu! (Mas não, ainda não sou uma menina rebelde, ainda lavo a louça quando minha mãe pede, e sempre chego em casa na hora...) acontece que... eu não faço. E isso tudo guardado aqui... Faz um mal que eu não sei se todas as garotas da minha idade sofrem... Seja como for, acaba indo parar em você não é?
"Querido Diário", por que a gente chama nossas anotações assim? Outra pergunta...
Talvez eu devesse parar de fazer tantas perguntas, ou usar tantos "talvezes". E também as reticências, e quem sabe um dia, minha cabeça encontrasse alguma organização.
Sentimentos em prateleiras, organizados e prontos para serem escolhidos a dedo (e não gritando como loucos ou criancinhas na sala de aula). Todos os pensamentos e reflexões no lugar...
Parece um sonho tão distante... Parece que eu me tornaria um robô... E eu continuo a usa reticências.
Agora não importa, o que importa é que a forma que achei para trazer tudo isso de forma menos caótica pra fora, foi você "pequeno pedaço de papel que eu sou obrigada a chamar de 'querido diário' sabe-se lá por que". E é isso que estou fazendo...
Por que será que eu sempre faço o que me mandam? ou sigo o que os outros fazem?
Ok, chega de porquês.

                                                                                                       Lira, 25 de Setembro de 2010
PS.: Por que... aaah parei!

17 de set. de 2014

Até a próxima


Talvez a próxima não seja aqui, talvez seja.
Quem sabe a próxima seja em outro Café, ou no cinema. No supermercado ou até mesmo em uma sala de bate papo.
Não importa, às vezes não devemos nos importar, devemos apenas dizer
Até a próxima.

4 de set. de 2014

Sobre Vampiros

Hoje decidi falar sobre uma série que tem sido uma montanha russa desde sua estréia.


True Blood encerrou seus episódios esse mês, na sétima temporada, com o total de 7 anos de série.
Impossível não se apegar a alguns personagens.

Sinopse: Numa nova era de evolução científica, os vampiros conseguiram deixar de ser monstros lendários para se tornarem cidadãos comuns. Essa mudança, que aconteceu do dia para a noite, deve-se a cientistas japoneses, que inventaram um sangue sintético, fazendo com que os humanos deixassem de ser o seu prato principal. Já os humanos ainda não se sentem totalmente seguros convivendo lado a lado com toda a legião de vampiros que está saindo de seus caixões. Ao redor do mundo, cada um escolheu o seu lado a favor ou contra essa revolução, mas numa pequena cidade de Lousiana, as pessoas ainda estão formando a sua opinião. Sookie, garçonete de um pequena lanchonete, tem o poder de ouvir os pensamentos das pessoas e não vê problemas na integração desses novos membros à sociedade, principalmente quando se trata de Bill Compton, um atraente vampiro de 173 anos de idade. Mas ela pode vir a mudar de opinião, à medida que desvenda os mistérios que envolvem a chegada de Bill em sua cidade.
O início

Logo no começo da história nós já damos de cara com Sookie Stackhouse, uma garçonete telepata. Nascida e criada na cidade de Bontemps, é normal que todos conheçam a jovem senhorita Stackhouse e suas bizarrices, porém há coisas mais preocupantes para todos eles no momento. A recente revelação da existência dos Vampiros causa choques sem medidas em toda sociedade. Enquanto uns os defendem, outros os acusam e caçam, e entre tudo isso, um vampiro mal encarado - porém lindo como só - adentra o famoso bar/lanchonete Merllot's fazendo com que Sookie se apaixone à primeira vista. Por que? Pelo mesmo motivo que levou o famoso vampiro Edward Cullen se apaixonar pela doce e patética Bella Swan; Sokkie não pode ler seus pensamentos!

Meio

Wow, a história começa a tomar rumos inesperados, surge então o vampiro Eric Northman (o meu preferido, diga-se de passagem) e sua "cria" Pam. Tudo vai acontecendo meio lento, meio depressa, até que... "Surprise!" A série já não é mais uma série de vampiros... Pode parecer decepcionante ao primeiro olhar. Sookie descobre que na verdade, é uma meio-fada da linhagem real das fadas, e toda a história começa a mudar. Chega a um ponto absurdo onde existem homens-panteras, metamorfos e só faltam os Aliens! Sim, até deuses e demônios se tornam reais nesta série. Confesso que cheguei a perder a paciência com a série algumas vezes, mas admito, ela sempre acabava me surpreendendo.
A série se tornou um fenômeno mundial, novos personagens surgiam como poeira, e Sookie estava cada vez mais indecisa entre seus amores sobrenaturais e todas as mudanças no mundo e em sua vida.
Ao decorrer da história, confesso que festejei a morte de uns e chorei com as mortes de outros, me emocione muitas vezes e me revoltei várias outras.
O que mais me fascinou, no entanto, não foi a história ou o universo, mas a evolução dos personagens com o passar do tempo. Vemos pessoas boas tornarem-se ruins, e logo voltarem a ser boas, outras ruins que se tornam boas apenas por conveniência, e toda a passagem do tempo é notada de forma a não se contrariar.

O fim

Assisti ao fim da série com os olhos cheios de lágrima. Era como voltar no tempo, o que um dia foi um drama vampiresco e APENAS vampiresco, voltou a surgir das cinzas. Sem mais bagunças entre raças, apenas um vírus entre os seres imortais e uma aflição entre os pobres humanos. Sem dúvidas, a última temporada foi uma das mais emocionantes, surpreendentes e tristes. Muitas mortes, reencontros, muita loucura e muito amor... Tudo isso misturado à simples base da história: os vampiros.
Fiquei de certa forma satisfeita com o fim da série, mesmo que alguns aqui e ali tenham chovido críticas.

É uma série que recomendo, e deixo com vocês, a melhor abertura de séries dos últimos 7 anos! rs


3 de set. de 2014

Homesick

Desde os 15 anos tudo que eu mais queria era minha liberdade, queria poder sair sem meus pais ditarem a hora de estar de volta, queria um amigo ou amiga que me acompanhasse em loucuras, queria matar aula (nem que fosse apenas para continuar na escola, pois não tinha nenhum outro lugar para ir), tudo que eu queria era me sentir como uma daquelas personagens de séries e filmes hollywoodianos.
Fui crescendo e a quantidade de besteiras que eu fazia era cada vez maior, eu odiava meus pais por eles me dizerem como era a vida real, eu odiava meu irmão mais velho por ele me dizer "um dia sua ficha cai, cresça". Eu queria apenas jogar na cara de todos que sim, minha vida podia ser como a dos filmes e livros que eu lia. Mas não, ela não podia ser.
Eu sonhava com meu 18 anos, porém aos 18, percebi que enquanto ainda morasse sob o teto dos meus pais eu ainda seria criança. Comecei a trabalhar com a intenção de juntar meu dinheiro e em fim conquistar minha tão sonhada liberdade; e sim, eu consegui! Aos 19 já estava em meu próprio lar. Não era grande, porém era meu. Eu levava quem eu quisesse, saía e chegava na hora que eu bem entendesse, mas faltava algo.
A rotina foi tomando conta aos poucos, estudos, trabalho, contas, amigos indo e vindo, amores mal resolvidos, dores de cabeça... Pela primeira vez, me senti completamente sozinha. Eu estava lá, em um show, cercada por pessoas que eu achava conhecer, com um copo de bebida na mão, e só conseguia me perguntar: Por que?
A resposta era simples, porque essa é a vida real. Essa é a verdade, nós passamos a adolescência querendo nos libertar apenas para nos machucarmos, e quando conseguimos, só quando conseguimos, entendemos que a vida não é e nunca será como planejamos, ela tem vontade própria! A vida é viva!
Então, quando tudo parecia insuportável demais para mim, lá estava meu quarto; na casa que eu tanto desprezava, com as pessoas que eu tanto odiava; bem da forma que eu o havia deixado, esperando por mim. Na cama, meus ursos de pelúcia, alguns livros empoeirados sob a mesa que estava uma bagunça como sempre. Poucas roupas no guarda-roupa. E além de tudo, muita nostalgia.
Então, aqui estou eu, prendendo-me com força ao que um dia quis afastar. Afinal, percebi que é isso que todos queremos: liberdade sem responsabilidades. Porém não é isso que a vida e o mundo tem a nos oferecer.
Não me arrependo de ter vivido as novelas mexicanas que vivi, ou de ter bancado a filha pródiga... Apenas aconselho a quem quer que seja, que se quiser errar, erre... Com consciência das consequências.

25 de ago. de 2014

Old ways

Ainda leio aquelas antigas conversas e me pergunto; será possível que eu realmente nunca mude?
Vejo com meus próprios olhos as lembrança de um passado distante que parece com o passado de ontem. Coisas que ainda penso, que ainda faço, que ainda digo. Os mesmos velhos costumes...
Lembro que um dia você me disse "viver sem um objetivo, não é viver" e aqui estou eu, ainda vivo para o nada, apenas aproveitando momentos. Fico imaginando se você também continua o mesmo... Com todos os seus raciocínios lógicos, sua matemática afiada e sua forma distorcida de encarar a realidade. Todos aqueles velhos costumes que te definiam como uma pessoa indecisa, procurando apenas algo interessante, ainda estão aí?
As vezes espero que alguém entre na minha cafeteria preferida, sente e abra um exemplar do meu livro preferido, olhe para mim e sorria, alguém que mudaria tudo que eu ainda penso, faço ou digo. Mas velhos costumes, não passam tão fácil... Nem em mim e nem em você.
Boa sorte na vida, é só o que te desejo. No fim das contas, parece que um dos meus costumes tem se esvaído, e esse costume, é o de me importar.
Até outra hora,
Outro dia a gente se esbarra, e você me conta
Você ainda é o mesmo?

23 de ago. de 2014

Início

24 de Julho de 2005

É uma manhã de neblina espessa. Missy; uma menina de 10 anos, longos cabelos ruivos e o rosto pintado com a cor da ferrugem, lê um de seus livros embaixo de uma macieira em seu parque preferido. A parte favorita de ler, para Missy, é poder imaginar livremente. O cenário é o que ela mais gosta de imaginar, em seguida, os personagens. Parece uma manhã comum, mas nessa manhã um novo desejo despertará em Missy. Poucos minutos após ler o quarto capítulo de um romance investigativo, que virá a ser seu preferido em alguns anos, Missy sentirá uma vontade enorme de criar sua própria história. Seu próprio cenário e seus próprios personagens. Essa necessidade crescerá e ela pegará um pequeno bloco de notas na mochila e começará a rascunhar seu primeiro projeto. A manhã passará e por volta das 14h Mel; uma garota de 9 anos, com grandes olhos castanhos e curiosos e longos cabelos cacheados negros como as noites sem lua, se apresentará e perguntará sobre o tal projeto. Mel, embora um ano mais nova, possui tantas ideias quanto Missy, sendo assim, por volta das 15h estarão Mel e Missy sentadas lado a lado criando um universo.
De certa forma, isso me lembra o início... Quando encontrei aquele pequeno garoto assustado, perdido em seus próprios pensamentos, empolgado porém perdido... E talvez por isso aqui estou eu. Sentado a menos de 10 metros de onde ocorrerá o encontro das duas pequeninas... Por algum motivo, estou interessado em saber se alguém algum dia poderá tomar meu lugar nessa longa jornada.
Em algumas horas uma velha passará pelo banco onde estou e resolverá sentar ao meu lado. Tudo que preciso fazer é assustá-la, assim, servirá de inspiração para a pequena Missy e quem sabe, por consequência de ninguém menos que eu, um novo universo seja criado.

-Fate

14 de ago. de 2014

Eterno é o que não se pode substituir


Você foge a vida toda, foge das lembranças e se esconde em um mundo de fantasia para afastá-las o máximo possível, não quer lembrar dele, nao quer lembrar daquelas pessoas que riram de você, muito menos de quem você é. Então você começa a trabalhar em sua realidade miserável. Você compra roupas novas e um novo estilo, corta o cabelo, muda de escola, faz novos amigos. Então começa a criar novas lembranças querendo desesperadamente que as antigas simplesmente não tenham mais espaço. Você compra mentos e coca-cola e detona uma bomba de gás de refrigerante na festa do seu amigo, faz as unhas da sua amiga enquanto conta sobre o filme que viu no ultimo fim de semana. Você escreve histórias para se distrair nas horas vagas, passa horas no telefone com um amigo que acabou de conhecer. Então você percebe que as coisas estão mudando. Você começa em um novo emprego, com toda sua empolgação ganha a atenção e admiração de muitos. Você briga com alguns amigos, mas toda amizade que se preze tem suas desavenças. Você se apaixona. Você faz planos e tudo acontece perfeitamente como esperado. Todos os seus fantasmas já se foram e você nem mesmo sente falta. Você ganha uma promoção no emprego, e decide ir morar com seu novo amor. Vocês viajam, tiram fotos engraçadas, misturam comida pra ver o gosto que fica, criam um mundo só de vocês. Vocês se casam e se mudam. Você diz "até a próxima" para seus amigos e segue sua vida, cria uma família e tudo que importa é como você é feliz. 
Então, um dia você acorda com lágrimas nos olhos, ao lado do amor da sua vida, se lamentando por algo que não se lembra. E é aí que você volta. Volta aos tempos de escola, e sente falta de seus antigos amigos. Você decide visitá-los e quando chega lá não há mais ninguém. Mas você se lembra daquelas tardes ensolaradas em que comeram sorvetes misturados até a cabeça doer, ou quando brincaram de queimado na praia. Se lembra de quando viraram as costas pra você e aquela pessoa apareceu. Você se lembra de tudo pois ali está, bem na sua frente. Lembra das risadas e das histórias. Então revê a vida que teve após tudo aquilo e apenas se pergunta como seria se tivesse ficado... 
Por mais feliz que tenha sido toda sua vida, por mais feliz que esteja, você não pode conter as lágrimas. Não é que você esteja se arrependendo da vida que teve você apenas sabe que aquilo nunca foi substituído de fato, por que tudo aquilo foi verdadeiro, e coisas verdadeiras são eternas. E você sabe, o que é eterno, não se pode substituir.

( Reblog. post original )

12 de ago. de 2014

Esperança

Com sol ou chuva, com furacões ou pequenas ventanias, lá está aquela voz suave e tranquila cantando e sorrindo próximo aos meus ouvidos enquanto eu caminho com um sorriso idiota parafusado no rosto. Seja onde for, até mesmo na mais escura das noites, posso sentir aqueles olhos densos em seus mistérios, feitos de pura curiosidade, encarando-me em silêncio. Vez ou outra, uma leve brisa leva meus cabelos, toca meu rosto suavemente, e eu sinto como se mais uma vez, ali estivessem aquelas mãos prestes a me poupar de um tombo em público. Eu sorrio. E logo gargalho. Depois de todo tempo procurando incansavelmente o significado para seja lá o que fosse a esperança, a resposta me vem em frágeis cacos de vidro que podem cortar profundamente caso não sejam manuseados com perfeição. Pequenos cacos que também podem esfarelar e sumir como poeira. Tão frágil e tão forte. A esperança sem dúvida é um dos mais belos sentimentos... E as vezes, um dos mais fatais.

20 de jun. de 2014

Férias


Aquele momento tão esperado. Você passa um ano todo planejando apenas alguns dias, e então, finalmente esses dias chegam... Férias!
Não há coisa melhor!
Talvez eu me ausente um pouco, mas logo volto pra contar algumas aventuras nesses poucos dias de folga... :)

Fotografar
Escrever
Rabiscar
Inventar
Aprontar
Ser feliz!

Pé na estrada! Yeah!

12 de jun. de 2014

Mais um dia


Naquele dia, acordei mais cedo que de costume. Tudo parecia normal, apenas mais um dia qualquer. Ainda na cama, fiquei imaginando planos para o dia por alguns minutos; antes que o dia se tornasse monótono, eu precisava de algo para fazer.
Olhando para o teto e para as paredes to quarto sem decoração, sorri ao lembrar dele. Aquele sorriso contagiante que combinava com seu rosto perfeitamente simétrico. Seus cabelos que dançavam entre meus dedos quando eu os acariciava, e claro... Seus olhos. Ele tinha algo nos olhos que nunca vi em nenhuma outra pessoa. Seus olhos brilhavam e iluminavam minha alma como um holofote daqueles de estádios de futebol. Fiquei algum tempo, imaginando-o em todos os seus detalhes. Imaginando suas mãos grandes, porém macias, que acariciavam meu rosto com um quê de admiração... Algo que eu não entendia. Imaginei seu abraço, que cairia bem naquela manhã cinzenta de inverno. Gostava do calor dele, era algo diferente, era mais humano que o comum.
Levantei por impulso, lembrando que ainda havia algo. Havia uma camisa, uma daquelas sociais surradas que todo homem usa quando está com pressa demais para se vestir tão formalmente. Ela estava lá, jogada em algum canto, esperando que ele a viesse buscar e usar uma vez mais. Ao invés disso, fui eu quem a pegou. Fui eu quem a vesti. Abracei-me na tentativa de sentir seu abraço, e por um instante, jurei que estava certo... Que ele estava bem ali, com um braço me envolvendo a cintura e uma mão afagando meus cabelos. Pisquei os olhos lentamente, e ele sumiu. Não precisei procurar muito, ali mesmo no quarto, em uma mesinha improvisada estava a caneca que eu usava para tomar café todos os dias, a caneca que um dia ele usou. Foi quase como beijá-lo enquanto tomava meu café naquela manhã. Sabia que seus lábios já haviam passado por ali... Eu sorri. Olhei para o calendário e apenas sorri.
Era apenas mais um dia... Com lembranças de outros dias... E com aquele ar incontestável, de dia dos namorados.

7 de jun. de 2014

A vida de Lira: 6 anos

O dia mal começava, o sol ainda estava acordando, e toda serelepe aquela garotinha saltava da cama para olhar pela janela. Com sua inocencia, achava mesmo que cada floquinho que via através da luz do sol era uma fada e gostava da ideia de viver rodeada delas. Lira era uma garotinha comum, que acordava cedo para não perder desenho animado na TV e quando perdia por dormir até mais tarde, compensava à noite assistindo videos cassetes do Rei Leão. Ela foi até a cozinha depois de dar bom dia para as fadinhas e deu bom dia à tia que cuidava dela. Pegou o que tinha para comer no café da manhã, ela nem se importava se o sabor era ruim ou se não tinha uma aparência boa. Voltou para ligar a TV e sentou-se desajeitadamente no sofá comendo e rindo das aventuras de Jerry, enquanto sentia pena do pobre Tom.
Lira via o mundo de baixo, e para ela, um simples ato parecia grande. O mundo parecia enorme, e ao mesmo tempo, tão pequeno quanto ela. Guardava para si tudo que ouvia e aprendia, achava que um dia poderia dar utilidade a cada coisa que já vira na vida.
Naquele momento, enquanto assistia desenho animado em mais um dia de semana qualquer como todos os outros, ela se divertia com os mesmos episódios que vira mês passado e ainda assim, pra ela, tudo era único e especial.
Talvez ela estivesse certa, afinal, ela era apenas uma criança... E assim era feliz.

3 de jun. de 2014

Fate

Deus era apenas um menino. Um garotinho sozinho no vazio. Tudo em sua volta não passava de luz, não passava de claridade, não passava de vácuo. Ele queria brincar, estava cansado de fazer nada, era como se estivesse há séculos sentado em uma calçada imaginária apoiando o queixo nas mãos para não deixar a cabeça cair e, enquanto perdido em seus pensamentos, criou o universo acidentalmente. Olhava para todos os lados enquanto coisas brilhantes surgiam ao seu redor, era exatamente como em sua mente e ele não sabia se não passava de pura imaginação. O vasto universo ao seu redor foi modificando-se de acordo com seus sentimentos e sua empolgação, um planeta, um sol, uma nebulosa... Ali uma galáxia, e lá... Um cometa. Foram algumas horas brincando com pontinhos brilhantes, e talvez as horas mais divertidas que o pequenino pudera ter tido até aquele momento. Seus olhos brilhavam imaginando tantas possibilidades, seus lábios alargavam-se em sorrisos que iam e vinham de acordo com cada pensamento que tomava forma bem diante de seus olhos. Ele precisava de mais, algo mais. Sua orquestra começou com sua luz inundando um lugar qualquer no espaço, caindo sobre um pedaço de rocha aleatório como um raio, então algo molhado apareceu, e logo após algo seco. Um novo sol foi posto em órbita, uma grande bola de fogo que viveria por milhares e milhares de anos... Aquilo parecia uma ótima invenção. Para o outro lado do planeta em formação, um satélite em forma de rocha lapidada. Algo para mostrar que há luz na escuridão também. Tudo estava pronto e já não havia o que fazer. O tédio estava de volta à porta. Uma nova ideia passou pela mente do pequeno garoto, dessa vez sem esforço algum tudo se criou. O nome que ele deu àquilo foi vida, e assim ensinou ao primeiro pedacinho de vida que foi criado. A partir dali, outras vidas surgiram, descontroladamente. A vida se multiplicava em tudo que tocava, em todo lugar ela estava. Vidas e mais vidas. O menino perdeu o controle de sua própria imaginação. Ele pensava em alguém como ele, e vários dele eram criados. Para cada vida uma diferente versão dele mesmo. Era quase inacreditável como ele podia imaginar tantas coisas! Ele imaginava novas formas de vida, novos planetas e novos pontos brilhantes. Cada vez mais cometas, cada vez mais sóis, cada vez mais e mais criatividade e inspiração. Sua mente imaginava todo tipo de coisa e antes que piscasse os olhos, lá estava. Tudo estava ficando conturbado, sua mente estava perturbada, então ele sem querer imaginou algo perigoso... E se houvesse alguém exatamente como ele? Ali? Criando cada história que viesse a sua cabeça? Aquele foi o primeiro inventor criado, um inventor mais habilidoso que o próprio criador. Aquele foi o nascimento de um mito chamado Destino, que passou a coexistir com Deus e até que fizeram uma bela dupla. Até hoje, Deus ainda cria, e o Destino... Bom, ele ajeita as coisas. Um grande inventor, suas histórias não deixam pontas soltas. E Deus ainda se pergunta, O Destino realmente existe? Tudo isso existe? Ou eu apenas escolho fazer o que eu quiser, tendo o controle de absolutamente tudo?
Esta, meus caros, é a pergunta que até mesmo o criador faz. E como eu sei? Bem... Ele já perguntou a mim. Chamem-me de Fate.

31 de mai. de 2014

Ela


Lá estava ela mais um dia. Mais uma semana se passou. O mês estava no fim. Menos um ano de vida. O tempo passava distorcido aos seus olhos, as coisas eram sempre as mesmas, tudo estava sempre igual. Seu hino era o silêncio da casa vazia e dos sentidos embriagados pela falta. Sentia falta de vida, de realidade, de mistérios, de descobertas, de algo e de alguém. Sentia falta de si mesma acima de qualquer coisa.
Lá estava ela, mais uma noite de frente ao espelho. Olhando olhos escuros e sem brilho, procurando, mas nada encontrando. Ela passou pela porta como um furacão, vestida com seu vestido preto - porque preto combinava com seu estado de espírito - e em seu sobretudo cinza. Ligou o carro e dirigiu até um lugar qualquer, não precisava ser um bar, nem um shopping ou qualquer coisa em especial. Então as luzes de um parque de diversões atingiram seus olhos, ela estacionou quase no mesmo instante. Comprou seus ingressos para a roda gigante e um algodão doce, então lembrou-se de quando era apenas uma criança. Enquanto estava lá no alto, algo estranho aconteceu, ela se viu ao lado de sua mãe lá embaixo na barraquinha de maçãs do amor. Ela viu a criança que era acenar e apenas sorriu. Finalmente liberdade, finalmente liberta pelas gaiolas que ela mesmo havia feito. A garotinha sumia enquanto a roda gigante girava lentamente e junto com ela, todo aquele sentimento de angustia e decepção. No fundo, ela sempre esteve feliz, apenas não sabia como encontrar sua felicidade.

21 de mai. de 2014

Um hobby

Deixando um pouco da frescura de lado, decidi postar um pouco da minha arte hoje.
Fotografar e editar fotos é um dos meus hobbies favoritos. Posso passar horas editando ou tirando fotos "do nada" como dizem aquelas pessoas que já não conseguem notar a graça das coisas simples.
Não sou tão boa quanto gostaria, mas venho aprimorando essa arte. Talvez um dia eu lance um livro e então faça uma exposição em seguida! Ah sonhos meus...
Segue alguns lugares bonitos por onde já passei no Rio de Janeiro.







As três primeiras fotos são de lugares na região dos lagos, já as três ultimas são da capital e Niterói.
Bom, espero que tenha ficado bom... De toda forma, as vezes quando olho certas fotos, mal consigo acreditar em quanta coisa bonita ainda resta nesse mundo, e quantas pessoas poderiam apreciá-las e não o fazem.

15 de mai. de 2014

Child of Light : Um jogo para relaxar e se divertir


Bem, eu não sou do tipo que joga muito, mas ainda prezo por um bom jogo seja no computador, em video games, ou até mesmo aqueles de tabuleiro e cartas.
Hoje vou falar de um jogo que tenho jogado nos últimos 3 dias, jogo no computador.
Child of Light é um jogo leve e descontraído, com uma história que não deixa de ter seu lado negro como em todo bom conto de fadas, mas também não deixa para trás a força e bravura dos heróis.

Em Child of Light você conhece Aurora, a pequenina filha de um duque. Aurora adoece e seu espírito (ao que parece) é levado para uma outra dimensão: Lemúria.
Lemúria é como um continente, já teve dias melhores, quando a rainha da luz governava. Porém, uma nova rainha ameaçava o continente com a escuridão da noite. As trevas e os monstros aprisionaram, mataram e saquearam, enquanto a rainha da luz estava presa em um feitiço.
Aurora no começo, não pensa em outra coisa se não voltar para seu pai, porém ao encontrar com a antiga e querida rainha de Lemúria, descobre sua verdadeira missão e parte em busca dos luminares que afastaram Lemúria das trevas da noite. Encontrando amigos e conhecidos pelo caminho, Aurora e Igniculus - um vaga-lume que ajuda com seu brilho - vivem muitas surpresas e aventuras.

Ao longo do jogo muitas vezes você vai se deparar com criaturas que, a fim de conseguir ajuda, se juntaram ao seu grupo. Toda a linguagem do jogo; desde o começo, as narrações e conversas, é pura poesia. A linguagem poética foi o que mais me chamou atenção, confesso, mas a trilha sonora relaxante e os lindos cenários do jogo são de tirar da realidade. Você se vê em Lemúria, ao lado de Aurora e seus amigos, a cada ventania, a cada queda d'água. A sensação é ótima!


O sistema de batalha é como o dos RPGs antigos,
sendo em turnos. Cada personagem - tanto aliados, quanto inimigos - tem uma velocidade de batalha, que pode ser reduzida ou acelerada com poções ou feitiços, mas todos precisam esperar até o período de ação para por em prática sua estratégia. Sim, o jogo usa de muita estratégia! Não só nas batalhas, como também em muitas partes no decorrer da história.



No mais, digo que o jogo pode parecer infantil, mas é tão complexo quanto pode ser e deixo com vocês um trailer do jogo. Vale a pena jogar!


8 de mai. de 2014

O início de uma Distopia

Um de meus gêneros favoritos é sem dúvidas a Utopia, porém, ultimamente tenho me identificado com seu antônimo. Com o mundo como está, enterrado em tantas guerras e crises, é normal que a geração que esteja tomando o controle do mundo atual seja intensamente ligada à revolta. Ao Querer Mudar. À eterna insatisfação. Mas também, é normal que essa geração de novos sonhadores ainda não tenha planos de como materializar sua idealização de "mundo perfeito". Convenhamos, todos sabemos que não há como o mundo ser perfeito... Seja como for, tudo isso tem afetado não só no mundo físico, mas também na mente de cada pessoa individualmente ou em massa. A distorção da realidade atual deixou o lugar da Utopia para algo mais realista... E assim as distopias começam a reinar nos meios culturais, seja como um livro ou um filme. Poderia citar vários exemplos, mas entre os mais conhecidos estão Jogos Vorazes (The Hunger Games), Divergente, A Seleção, etc. O mundo e as pessoas tem tomado formas tão drasticamente deformadas que nem mesmo as histórias fictícias de outros mundos e outras realidades tem escapado. Gostaria de dizer que ainda estou intacta, que ainda acredito nas coisas boas do mundo, e que ainda acredito que uma melhora pode acontecer mesmo sem revolução ou guerras... Mas infelizmente não posso. A verdade é que até mesmo minha esperança tem se esvaído com o tempo e com o que vejo acontecer todos os dias bem em frente aos olhos de cada um. Os impostos sobem, pessoas morrem, pessoas matam, crianças engravidam, crianças se drogam, adolescentes morrem, em hospitais superlotados pessoas doentes esperam em seus leitos pela morte... Nada disso está certo. Mais parece que estamos dando início a uma distopia. Uma terrível e inabalável distopia, algo totalmente real. Só espero que quando o desfecho desta história chegar à luta, eu seja uma das que estarão na frente de batalha, afinal, quando era para viver em um conto de fadas sempre estive disposta a tudo.

25 de abr. de 2014

A vida de Lira : 25 anos



Os curtos dias da primavera davam um preguiçoso adeus sendo empurrados pelos gloriosos e calorosos dias de verão. Sentei lentamente, o relógio ao lado da cama marcavam 07:00 horas. Me perguntava desde quando a rotina havia me consumido e me transformado naquela pessoa; que iria ao banheiro, tomaria um banho, vestiria qualquer coisa, dirigiria até o trabalho, comeria qualquer besteira na rua, daria "bom dia" "boa tarde" ou "boa noite" sem ao menos olhar nos olhos das pessoas, voltaria no fim do dia para um lugar sem cor e vazio que era confundido com um lar e acordaria no dia seguinte para fazer as mesmas coisas. Perguntava-me desde quando virei esta pessoa amarga, que prefere os ventos gélidos do inverno e não se deixa tocar pelos raios de sol em um crepúsculo que seja no outono. Joguei-me de volta na cama. Algo estava errado... Não, tudo estava errado. Olhei em volta do quarto buscando qualquer expressão de personalidade que fosse em cores, roupas, fotos, quadros. Achei apenas um vaso com girassóis. Algo que não deveria estar ali, pois eu nao me lembrava de tê-lo posto ali. Andando até lá lembrei-me que na noite anterior Jess, minha melhor amiga virtual, disse que entregariam uma encomenda em minha casa. Provavelmente a empregada a trouxera sorrateiramente até o quarto... Pensava enquanto tirava de debaixo do vaso um cartão.
"Que neste verão tudo em você seja como estes girassóis. Que desperte ao nascente, passe o dia sendo iluminada pelo sol, que seja notada em um campo aberto e que encante a vida de quem olhe para as coisas pequenas e singelas da vida. Feliz Aniversário. Beijos, Jess"
Sim... Era meu aniversário... E agora eu havia entendido o que deixara passar todos esses anos sem ao menos perceber.

11 de abr. de 2014

Aceite


Aceite aquilo que eu disse e volte para conversar comigo outra vez. Que seja por apenas um dia, eu não me importo, apenas deixe-me ouvir tua voz uma vez mais. Aceite que estou aqui e que o aceitarei de volta. Aceite que me importo e me preocupo, que alguém sente sua falta, que alguém estará sempre aqui por você. Aceite meu convite e passe por aqui, para tomar um chá ou assistir alguma série. Para contarmos histórias, para rirmos do passado. Aceite meus argumentos, por mais fracos e falhos que sejam, ria de mim e me corrija. Aceite minhas falhas e minhas lágrimas, meus desabafos, meus medos e meus desejos bipolares, ao menos finja aceitar. Aceite uma carta, um livro, um presente... Diga-me teu novo endereço. Aceite-me novamente em tua vida que precisa ser vivida, e revivida de forma bem viva. Aceite meu conselho e não se distancie. Não me deixe jamais. Não escolha tão rápido, mas aceite. Aceite-me. Aceite meu pedido e volte por mim... Pois eu, bem... Acho que nunca aceitarei.
Aceite meu jeito louco, meio bobo, meio sem jeito. Aceite meu carinho, meu abraço, minha mão na tua para acalmar tuas tremedeiras. Aceite nosso destino e nossa ligação, essa forma estranha de nos comunicar que só nós mesmos entendemos. Aceite que eu te sinto, isto é um fato. Aceite que teus disfarces não são bons, e nunca foram; que teu sorriso não é sempre feliz e que apenas eu posso ler tua mente pelos teus olhos. Aceite que não és o único, que somos dois e que dois sempre é melhor que um. Aceite que alguém te queira mais que a própria vida, aceite e volte. Ou pelo menos leve-me junto. Não me peça para aceitar...
Aceite que eu lhe siga, por mais que eu não o faça por completo. Aceite minha coragem, insanidade e insensatez, aceite que foi por você que mudei, que foi por ti que sou o que me tornei e que sempre serei assim pois sei que gostas de como penso e sou. Aceite que eu lhe ajude, que eu te busque, que te dê uma carona ou um guarda-chuva, afinal, esta tempestade não parece passageira... Como aquela daquele dezembro...
Apenas aceite minha dor, meu amor... Apenas aceite, como eu costumava aceitar a ti.


7 de abr. de 2014

Tomada


Então ele se infiltra em sua mente, mente e desmente, te faz crer no que sente. Então ele se torna o filme que você não viu. Se torna o desenho que assistiu no dia anterior. Se torna os sentimentos que vem reprimindo dentro de si. Se torna a insônia. Se torna o medo. Se torna o sorriso. Se torna o desejo. Então você o ouve em uma música, você o vê em um sonho, como uma sombra da realidade ali está ele. Então ele sai de sua mente e se torna sua vida. Ele se faz presente em cada momento. Em cada oportunidade perdida. Em cada tentativa de esquecer lá ele está para rir da improbabilidade. Ele se tornou tudo. Ele é nada. Ele é o que você não pode ter. Ele é o que você mais quer. Ele é a música que toca quando está prestes a dormir, e é a luz do sol que te força a despertar. Ele é o estranho te perseguindo, o espião olhando em sua janela. Ele não é. Mas você quer que seja. E no fim, você percebe que ele é aquilo que menos quis que se tornasse... E você está completamente tomada.


30 de mar. de 2014

Eles e elas

Existem pessoas que surgem aleatoriamente no mundo, pessoas diferentes de uma forma que ninguém poderia explicar. Grande parte dessas pessoas passam a vida enxergando coisas que nenhuma outra pessoa consegue ver, passam fases da vida fazendo coisas que outras pessoas se recusariam a fazer, pensando e refletindo sobre coisas que os outros apenas fecham os olhos e ouvidos e preferem ignorar. Essas pessoas tão diferentes de todas as outras, ainda que com todos os seus dons e sentimentos bons, tornam-se pessoas sozinhas, aparentemente felizes, porém sombrias. Eles e elas tornam-se frios por refletir demais sobre a vida, por acabar conhecendo mais das pessoas do que gostariam, perdem amizades e confiança muitas vezes apenas por falta de compreensão. Eles e elas tornam-se flexíveis e ainda assim são indomáveis, pessoas que sabem fazer alguém sorrir, mas nunca poderiam ser ajudadas, manipuladoras e nunca manipuladas. Eles e elas são pessoas que surgiram aleatoriamente e tiveram uma vida comum como todas as outras pessoas, mas ainda assim há algo mais. Algo que ninguém ousa colocar sentido. Algo que ninguém entende hoje, nem nunca entenderá. Algo que para alguns pode ser loucura, para outros um ponto de vista. São eles e elas que movem o mundo, e são eles e elas que começarão a nova geração.

25 de mar. de 2014

Peregrina

Ela andava sozinha, ia por onde nunca fora apenas para conhecer lugares onde ninguém jamais iria. Gostava do desafio de continuar caminhando, sentindo o vento das mudanças soprando seus cabelos, a leve brisa tocando seu rosto. Ela não tinha nome, não se preocupava com marcas ou rótulos, gostava que a chamassem por algo bom que vissem nela, era apenas com o que se importava. Nas noites mais frias, pedia abrigo em qualquer lugar: casa, escola, igreja, bar... Qualquer um que pudesse lhe dar de comer e onde ficar. Ela sorria logo cedo, fazia o café da manhã para agradar os hospedeiros e anunciava que voltaria para as ruas, para sua jornada. Por onde ela passava muitos se perguntavam se ela não tinha lar, onde estariam seus pais, por que ela vagava sem parar em lugar nenhum, se tinha amigos, se já amara, se fugia de algo ou de alguém, se fora abandonada ou se está indo a algum lugar. A garota andava e crescia, nunca esclarecendo as dúvidas que ficavam pelo caminho. Estava feliz caminhando, e era isso que queria fazer pelo resto da vida. Porém, não podia andar pela água, muito menos tinha dinheiro para chegar em qualquer outro lugar. Certo dia, desmanchou-se no chão sem aceitar a lágrima que pendia de seu olhar. Tudo que ela queria era encontrar a si mesma e ali estava em uma fronteira sem ter mais onde passar. Ali perto, também ao chão, um rapaz olhava o céu. Parecia perdido, parecia pensativo, parecia triste, estava calado. A garota viu enquanto ele se levantava e aproximava-se do mar. Ficou se perguntando o que estaria fazendo aquele rapaz, não saberia ele que naquela época do ano a correnteza poderia matar? Subitamente ao notar o que estava prestes a acontecer, seu pulmão se encheu de ar e uma vontade imparável a fez gritar para que o rapaz voltasse. Ela correu até ele que agora caído na areia da praia começava a chorar.
- Não. Não faça isso! - A menina falava tentando acalmá-lo.
- Não tenho mais nada a fazer aqui. - Disse o rapaz.
- Muito menos eu. - Ela respondeu.
Naquele momento algo diferente acontecera, e só então ela percebera o que estava acontecendo. Mais uma vez o destino brincava com peças, e dessa vez uma delas era ela, então ela sorriu. Como uma criança que é pega em uma peça.
- Vamos. - Levantou-se puxando a mão do rapaz, disposta a voltar atrás passando por onde houvesse passado e mostrar por que havia ido tão longe e qual seria o resultado.

- The End -

26 de jan. de 2014

Presente atrasado

Ontem, dia 25 de Janeiro, foi um dia muito especial. Foi o dia em que uma pessoa muito importante completou mais um verão (sim, verão! Que caloor!). Ela provavelmente se divertiu bastante, e agora já pode até tomar umas doses com os amigos... (Me chame ein!) E até pode ser presa! (cuidado, matar é crime!)
Conheci essa pessoa de forma bem inusitada, e acho que jamais esquecerei aquele dia, quando quase brigamos pelo último piraque de chocolate da prateleira. Entrei no mundo dos blogs por causa dela, e já éramos amigas de infância. Sinto-me sua irmã mais velha, sempre dando conselhos e ajudando nas dificuldades. Essa pessoa é a Mey! E ela provavelmente achou que esqueci do aniversário dela... Mas eu não esqueci! tã dããmm!! -q
Uma das poucas pessoas que conhece meu lado divertido enquanto também sabe conviver com meu lado sério, Mey, você é incrível. Independente do que possam já ter falado algum dia, você não é apenas mais uma na multidão, você tem seu espaço e seu brilho único em todo esse mundo. Todos os seus problemas, todas as suas qualidades, tudo apenas contribui para a pessoa genial que você vem se tornando cada vez mais, aos poucos, afinal o que importa não é a velocidade e sim o destino ao qual chegará.
Agora, com 18 anos, espero que entenda que a vida pode sim ser uma festa (e se não entender vou obrigá-la a ver com os próprios olhos! ui -q), e que a sua vida depende exclusivamente de você. Espero que não se importe mais com a opinião alheia, ou as críticas mal construídas. Espero que prossiga em seus projetos ( livro principalmente!). Espero que conheça o mundo real, mas não perca a magia de seu mundo interior. Espero que supere seus medos, suas angústias e as barreiras, espero que supere as perdas. Espero também que volte a escrever no seu blog, dona Mieko! Além do mais, espero que volte a aparecer por aqui também!
Mey, de todas as pessoas loucas e sãs que conheci, quero dizer que você foi a que conquistou parte de mim com mais facilidade, você é importante! E não esqueça: Se um sábio lhe perguntar para onde fica o fim da estrada, aponte para o começo! (entendedores, entenderão! rs)
Beijos, da sua tia Alice. Pode contar comigo sempre criança :)

19 de jan. de 2014

Os melhores momentos

Os melhores momentos são os que passamos bem. Não necessariamente felizes, apenas bem. São os momentos que passamos sozinhos e reflexivos, conhecemos mais de nós mesmos, lemos, lembramos de coisas engraçadas, comemos, dormimos, nos libertamos do peso da sociedade. São também os momentos que passamos com nossa família, quando fazemos bagunça, rimos uns dos outros e uns com os outros, contamos novidades sobre a vida, contamos os problemas, desabafamos, pedimos conselhos e também aconselhamos. São os momentos que passamos com os amigos, nos divertimos, inventamos coisas novas, soltamos piadas ridículas, criamos piadas internas, pagamos micos em público... E claro, os melhores momentos que passamos com aqueles que nós amamos. Ah, esses momentos! Momentos de ódio e amor, de amizade e conforto. São momentos tão sólidos quanto uma rocha e tão delicados como uma flor. Momentos que merecem replay, e eternidade. Momentos de redenção, de desabafos, de pequenas coisas e grandes gestos. Todos temos esses momentos, onde o que é material não importa e o que vale mesmo é ser real. Infelizmente, nem todos sentem prazer nestes pequenos momentos e gestos de carinho, amizade, confiança e conforto... Mas agradeço por perceber que a cada dia, um novo melhor momento me abraça sorridente.

16 de jan. de 2014

Infinitos



Somos todos partes de um todo, um todo maior que nossa compreensão possa imaginar. É por isso, é por isso e apenas isso, que digo que não importa o que haja somos todos invencíveis, indestrutíveis, eternos. Somos todos infinitos. É assim que me sinto, e é assim que acredito que a vida nos queira. 




14 de jan. de 2014

Insônia

É quando estes desejos calados se transformam em angústia, quando os sonhos frustrados corrompem a esperança e quando o silêncio é a pior tortura que me agito e me debato, novamente estou com insônia.


13 de jan. de 2014

Feliz aniversário para a Terra e para mim!



Hoje eu só quero que o dia termine bem!



Todos os dias temos mil coisas para fazer, mil coisas para comemorar e mil coisas para nos abalar. Mas hoje é um dia especial. Especial por vários motivos (inclusive pela minha internet ter achado o caminho de volta para casa, rs), mas destaco 2 motivos que tornam esse dia um dia especial para mim. 
Nunca gostei de aniversários, não gostava do fato de festejar a chegada cada vez mais próxima da morte. Por outro lado, gostava de acreditar que o ano só era novo quando meu aniversário chegasse. Por isso, hoje comemoro não só meu "aniversário" como também o novo ano que se inicia. Passei por problemas e achei soluções, vivi uma vida inteira e hoje faço 21 anos. Já passei dos primeiros 1/5 da minha vida, uhul!
Bem, peço desculpas por não ter desejado um feliz ano novo antes... Mas foi culpa da rebeldia da minha linda internet!
Sobre as metas... Bom, eu não as tenho. Quero apenas que o dia termine bem, e que o ano dê os frutos que possa dar.