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29 de out. de 2014

Nossa marca


Você, que está lendo isso neste momento, já parou pra pensar no que acontecerá depois que morrer?

Dizem que o universo continuaria o mesmo seja conosco ou sem nenhum de nós, e ainda assim, me pergunto porque todos temos essa necessidade tão grande de deixar uma marca para trás...
Seja com a música, ou com a escrita, com a pintura ou até mesmo com a fala... Dançando, criando, atuando, ajudando; todos queremos deixar uma marca. E você que diz não querer, um dia já quis ou um dia irá querer. É humano. É inevitável. Todos olhamos para os grandes astros, escritores, cantores ou músicos e os admiramos, imaginando se um dia conseguiríamos chegar neste lugar que muitos chamam de "sucesso". No fundo, nenhum de nós quer ser esquecido, exatamente como o jovem Augustus Waters (A culpa é das estrelas - John Green), eu por exemplo, tive muito dele. Não aceitava a ideia de esquecimento. Busquei por vários meios o reconhecimento, cantei, escrevi, dancei, inventei... Mas há coisas tão inevitáveis quanto a morte, e o esquecimento é uma delas.
Sou o que chamo de pessoa "completa, porém insatisfeita", e provavelmente há muitas outras pessoas assim por aí, aquele tipo de pessoa que sabe de tudo um pouco mas não sabe muito sobre nada... Essas pessoas são as principais fadadas a passar a vida longe do terreno conhecido como "sucesso", foram poucas dessas pessoas que já conseguiram entrar nesse pequeno mundo de reconhecimento global. E é para essas pessoas que escrevo este texto, apenas para dizer que Não, você não precisa do reconhecimento do mundo! E não, você nunca será apenas mais um na multidão só por não ser uma pessoa famosa. O fato é que nos nossos momentos de querer ser alguém importante, esquecemos que já somos, ignoramos as pessoas que nos reconhecem gratuitamente, e perdemos aquilo que nos torna único. Então pra que se preocupar em se destacar? Um dia todos esquecerão até mesmo o nome de Shakespeare, e para falar a verdade, Shakespeare nem se importa mais com isso. O que importa não é quantos fãs você tem, ou quantas pessoas você "salvou". O importante é quantos verdadeiros amigos estão a seu lado, e quanto amor você pode lhes oferecer. É dessa forma que nós ficamos na memória das pessoas, e essa, na minha opinião, é a forma mais bela de se tornar eterno.
Muitos são lembrados por poucos, e poucos por muitos... No fim, o que importa não é a quantidade, mas a intensidade da lembrança.