Procurar...
28 de nov. de 2013
Srta. Anormal
Olá, eu me chamo anormal. Não, meu nome não é anormal, eu é que me chamo assim. Meu nome é Violeta. Você deve estar se perguntando; Por que uma pessoa com um nome tão bonito se chama de anormal? Eu me chamo assim por vários motivos que posso explicar.
Sou anormal por gostar de levar livros dentro da mochila mesmo que eu não vá ler, pois gosto de me sentir acompanhada de pessoas tão honestas e inteligentes, afinal, não se vê muito isso nas ruas movimentadas por onde eu passo. Gosto de sentir-me culta enquanto carrego um exemplar da Jane Austen ou um livro de poesia do caríssimo Sr. Poe. E as vezes eles saem da mochila para fazer meus dias mais felizes contando piadas inteligentes como as do Colin ou me ajudando a lidar com problemas com o Guia do mochileiro. Nome engraçado não? Guia do Mochileiro... Parece até um guia turístico para mochilas!
Eu me chamo anormal por não achar graça em músicas repetitivas e sem coerência, preferindo assim as clássicas e os arranjos feitos em violões celos.
Eu me chamo anormal já que todos que são normais na cidade onde eu moro gastam com roupas de marca e aparelhos que não usam pra quase nada, eu acho isso meio esquisito, sabe? Ser o que se tem é igual a ser um objeto. Por isso gasto apenas com o necessário e não tento me mostrar melhor, mais rica ou mais bem arrumada que alguém. Geralmente, porém, não se vê mais interessante!
Eu me chamo anormal por contrariar a todos que dizem não gostar de política. Até por que, dizer que a política do país está ruim é afirmar que nós estamos ruins, que somos estúpidos demais para fazer o país avançar. E política que é política, fazemos todos os dias!
Eu me chamo anormal pois gosto de inventar histórias, contar contos, rir de piadas na internet, comer muito doce e dormir com um ursinho de pelúcia. Enquanto outras garotas da minha idade gostam de fazer sexo, beber vodca e tudo mais que não sei o nome, brigar por causa de garotos e dormir sem nem lembrar como chegou em casa...
Eu me chamo anormal por acreditar que pessoas podem ser tão boas quanto unicórnios cavalgando em arco-íris, por acreditar sempre que uma solução existe, por acreditar que somos quem somos por algum motivo.
Eu me chamo assim, pois não creio em um Deus que julga pessoas, nem que fala através de homens. Chamo-me anormal por acreditar em um Deus que se faz presente em cada pensamento, decisão e escolha. Que se manifesta através da natureza para mostrar o quão grande é, que não condena ninguém ao inferno pois se criou pessoas ruins não seria justo castigá-las pelo próprio erro.
Chamo-me assim, anormal, pois sou como sou, e fujo do padrão de tudo que é normal e ético para a sociedade nos dias atuais.
Enfim, sou a senhorita anormal, e você, quem é?
26 de nov. de 2013
Doce mentira
Esse mundo escorre em venenos, de todos os sabores, com todos os efeitos. Venenos que matam o corpo, venenos que matam a mente, venenos que matam a alma, venenos que matam os outros... Esse mundo jaz nos vendedores de mortes, de almas, de artefatos para torturar. Estes que nem sempre torturam o corpo. Pessoas vivem, pessoas morrem, pessoas somem e reaparecem outras pessoas. Enquanto isso, o mercado não para. E de todas as mercadorias escolho um doce bem conhecido, a doce mentira que se desfaz na boca de muitos viciados para saciarem suas próprias necessidades. Sei que de todos é o pior veneno, sei que uma vez que se come um deles, muitos outros passaram queimando garganta a baixo. Mas o sabor é bom, a doçura é serena, a felicidade é instantânea.
Esse mundo me faz pensar, seria melhor viver envenenada e feliz ou saudável e melancólica?
19 de nov. de 2013
Ergo Proxy
Tudo que você precisa saber desde o começo é que: (a) a Terra não é mais o planeta que você conhece, (b) nada é o que parece ser, e (c) você vai passar noites em claro.
Ergo Proxy é um anime (desenho oriental/animação japonesa) para pensar.
Vamos primeiro para a história e depois para a análise, e se você não gosta de animes, peço que reconsidere. Este pode ser bem mais interessante que qualquer blockbuster americano.
A história se passa em um futuro; distante para uns, nem tanto para outros... A Terra j´havia se passado, tudo havia sido destruído e agora só restavam civilizações destacadas e milhas e mais milhas distantes umas das outras. Todas localizadas em redomas, redomas essas que conseguiam imitar com exatidão as cidades que os humanos conheceram um dia. Neste futuro, os humanos vivem com a ajuda de criaturas robóticas classificadas de vários modos; os Autoreives. São robôs que fazem tudo. Alguns acompanham os humanos, outros servem mais como... "empregados" mesmo.
Tudo começa quando uma "espécime" que estava sendo estudada no núcleo de Rondo (cidade onde quase tudo se passa) escapa. Esta espécime espalha um vírus chamado "cogito" entre os autoreives, dando a eles alma. O que acaba tornando-os perigosos, afinal, eles finalmente percebem como estão sendo usados e como não tem direitos. Em busca da primeira espécime, porém, uma nova espécime parecida aparece. Aparece pela primeira vez na casa de uma jovem chamada Re-l ou Lil Mayer. A neta do prefeito. Obviamente ela jamais esqueceria aquela espécime em sua frente, o que mais parecia um monstro. Na verdade, uma espécime estava em busca da outra... E no fim das contas, uma delas morre. A partir daí a história se volta para Lil e sua curiosidade insaciável e Vincent Law, o principal suspeito.
Muitas coisas acontecem, pessoas morrem a todo tempo, e então as coisas ficam confusas. Tão confusas que nem mesmo os personagens da trama entendem o que está acontecendo ou o que está por vir. E então... Chega o fim. Assim, sem mais, nem menos. E então, tudo faz sentido. Ou não.
Agora minha opinião... FODA. (acho que nunca me verão tão empolgada com algo, assim)
O anime tem detalhes demais, mas não mais que o necessário. Metáforas, comparações, personificações, tem todo tipo de filosofia oculta e linguagem figurada. Põe à prova o que é Deus, o que somos nós, o que é o universo... Expõe a realidade em pequenos espaços de tempo, nos emoldura perfeitamente em um ciclo. Desde o começo, o anime nos mostra os dois lados de cada moeda que possamos encontrar na vida. Incluindo a mesma. Ele nos mostra a face da morte em sua mais pura existência e ingenuidade. E a face da vida em sua sede por realidade e comodidade. Há episódios onde a face da humanidade é relatada em uma crítica tão real e massante que nos faz pensar, aliás, nos leva a refletir! O anime explora ações e reações de tantos diferentes ângulos que não se entende na primeira vez que vemos. Apenas nos confunde, essa é a verdade. O tempo inteiro, tudo muda. Tudo é um constante liquidificador, como diria minha mãe. Vai rodando tudo e triturando até sobrar apenas líquido, antes disso, não tente engolir nem tirar de lá!
Muitas pessoas, muitos diferentes pontos de vista. Se não quer ter o trabalho de pensar, não assista! Mas se quiser se aventurar em uma jornada puramente psicológica, vale a pena conferir!
São 23 episódios de 25 a 30 minutos. Tem um estilo de traço bem americanizado. Eu assisti legendado.
Segue o trailer:
15 de nov. de 2013
New stories, new lovers
14 de nov. de 2013
Um pouco mais
"The brain is a wonderful organ. It starts working the moment you get up in the morning and does not stop until you get into the office."
Robert Frost
Talvez o que me falte não seja café, nem glicose nas veias. Talvez me falte um pouco de agito! Um pouco mais de ação e loucura para viver, pois sobreviver é difícil demais. Olho páginas de livros conhecidos e aclamados, leio citações inteligentes e profundas, me pergunto se algum dia conseguirei fazer algo do que me orgulhe. Talvez falte um pouco mais de dedicação... Sempre que tento, eu durmo. Quando consigo, não gosto. E quando gosto, não termino. Talvez um pouco mais de foco seja do que eu estou falando. De qualquer modo, eu quero ser, sentir, estar, sonhar, fazer, falar, escrever, de alguma forma: não perder a vida enquanto tento ganhá-la, pois isso seria triste demais. Meu cérebro porém não me ajuda, talvez eu não pense com ele... Talvez eu precise de um pouco mais de neurônios... Mas aí seria pedir demais.
13 de nov. de 2013
Tudo se transforma
Nascemos, sem certezas nem desejos. Crescemos, com perguntas e confusos. Nos desenvolvemos, com respostas e teorias. Reproduzimos, sem muita vontade ou com ilusões. Morremos... Apenas morremos.
Tristeza desde o dia do nascimento, rotina desde a primeira respiração. Pense na vida útil de seus órgãos, fazendo infindavelmente o mesmo movimento apenas para sobreviver... Para você sobreviver. Você também é um órgão. Fazendo infindavelmente os mesmos movimentos para sobreviver, para que o universo continue. Mas um dia seu coração parará. Seus rins estarão gastos. Seus pulmões, cansados. Seu cérebro um dia entrará em curto. Seu estômago estará ácido demais. Seu fígado já terá tido dias melhores. Talvez seus olhos ainda sejam úteis... Mas de qualquer forma, em algum momento eles se fecharão. E o que virá depois? Não se sabe, ninguém sabe. Aliás, eu lhe digo o que virá depois, pois eu sei. Você será sepultado como convém à sua família em termos financeiros e religiosos, entrará em decomposição dando de comer à larvas e fungos, se tornará apenas um esqueleto frágil e quebradiço que também será comido, roído e se tornará por fim poeira. Nada além disso. Poeira mal cheirosa, morta, que se misturará à terra. E um dia já não se saberá que você esteve ali um dia. Você será ninguém. E apenas quando for ninguém saberá, saberá de todos os segredos da vida, pois a morte lhe contará. Também saberá de tudo que acontece à alguém após a morte.
Toda essa conversa pode nos deixar abalados ou depressivos. Descobrir que todos morrem e que jamais voltam pode ser exaustivo e triste. Mas se permite lhe contar um segredo, não se abata, isso é apenas um ciclo. Assim como o ciclo da água que se forma em nuvem apenas para voltar a ser água e experimentar a queda... Assim também é a vida. E a morte. Passamos por elas para, assim como a água, mudarmos. Sim! Para mudarmos e experimentarmos diferentes sensações, termos diferentes lembranças. E no fim sermos coisas diferentes e infinitamente mais sábias que antes. Porque tudo se transforma, tudo muda, tudo é um em diferentes formas e tamanhos.
Entenda como quiser, a vida é ora uma escola, ora um lapidador.
2 de nov. de 2013
Rapidamente
Não me diga o que devo fazer,
não me lembre do que fiz de errado.
Não preciso de ajuda,
nem de nada ao meu lado.
Talvez se você soubesse,
dos segredos do universo e vida
conseguisse por um tempo
minha atenção,
e não deixaria iludir
seu pobre coração.
Mas ninguém tem o direito
de saber desses segredos,
por isso rapidamente
desvio minha atenção.
Ninguém pode dar-me o que quero
e a ninguém darei
meu coração.
Se quiseres um conselho,
posso lhe estender a mão,
mas se não for preciso,
que nao me chames,
não.
Se de mim não precisares
rapidamente me tire de questao,
para mim nada é interessante
entao nao conte
com minha boa intenção.
Agora estou partindo,
rapido,
sem demoras.
Se me encontrares de novo,
eu talvez ja tenha respostas.
Então me deixe ir
não me prendas aqui agora,
quanto mais rapido eu sumir,
mais rapido as dores irao embora.
Mas se quiseres que eu fique aqui
esconda os relogios e as horas,
se não há tempo não há pressa,
nem necessidade de ir embora...
Assinar:
Postagens (Atom)
