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23 de set. de 2014
A vida de Lira: 15 anos
Querido diário,
Já não sei se devo te chamar assim. Nos últimos dias parece mesmo é que não quero nada... Principalmente escrever em você.
Desde a festa, a famosa festa de rito de passagem dos 15 anos - que ainda não entendo pra que existe - não há nada que eu consiga pensar além de: Por que?
Primeiro: por que todos tem que focar em como sou? No que faço ou deixo de fazer, no que fiz, falei ou pensei? Por que todos querem me dizer como agir, ou pior, como acham que estou agindo?
Talvez alguém devesse contar a todos que eu não sou nenhuma estrela do cinema. Talvez meus pais devessem notar, que ainda não me tornei a adolescente rebelde que eles tanto acreditam que sou...
Segundo: Como? Sério, como todas essas mudanças acontecem de uma só vez? Uma hora somos apenas nós e nossos sonhos idiotas de todos os dias. Bonecas, brinquedos, doces e a comida gostosa da mamãe... Então tudo se torna, estudos, trabalho, garotos... Garotos. Ah, que merda, Garotos!
Pois é, como? Como tudo se torna tão bagunçado?
Dizem, pelo menos eu ouvi dizer por aí, que é tudo culpa da idade... Que tudo isso passa e que todos estão fadados a se tornarem adultos monótonos e entediantes, cheios de responsabilidades e afazeres... Bom... Eu espero que essa maldição geral não caia sobre mim, mas algo mesmo tempo... Eu quero que tudo suma.
Porque entenda ou não, pequeno pedaço de papel onde eu escrevo, eu sou um ser humano, e seres humanos tem sentimentos, mesmo que conflituosos, ou as vezes intensos demais... E tudo que quero as vezes eh sumir, ou talvez gritar, ou xingar todos... Tudo mesmo. Tudo pra puta que pariu! (Mas não, ainda não sou uma menina rebelde, ainda lavo a louça quando minha mãe pede, e sempre chego em casa na hora...) acontece que... eu não faço. E isso tudo guardado aqui... Faz um mal que eu não sei se todas as garotas da minha idade sofrem... Seja como for, acaba indo parar em você não é?
"Querido Diário", por que a gente chama nossas anotações assim? Outra pergunta...
Talvez eu devesse parar de fazer tantas perguntas, ou usar tantos "talvezes". E também as reticências, e quem sabe um dia, minha cabeça encontrasse alguma organização.
Sentimentos em prateleiras, organizados e prontos para serem escolhidos a dedo (e não gritando como loucos ou criancinhas na sala de aula). Todos os pensamentos e reflexões no lugar...
Parece um sonho tão distante... Parece que eu me tornaria um robô... E eu continuo a usa reticências.
Agora não importa, o que importa é que a forma que achei para trazer tudo isso de forma menos caótica pra fora, foi você "pequeno pedaço de papel que eu sou obrigada a chamar de 'querido diário' sabe-se lá por que". E é isso que estou fazendo...
Por que será que eu sempre faço o que me mandam? ou sigo o que os outros fazem?
Ok, chega de porquês.
Lira, 25 de Setembro de 2010
PS.: Por que... aaah parei!
17 de set. de 2014
Até a próxima
Quem sabe a próxima seja em outro Café, ou no cinema. No supermercado ou até mesmo em uma sala de bate papo.
Não importa, às vezes não devemos nos importar, devemos apenas dizer
Até a próxima.
4 de set. de 2014
Sobre Vampiros
Hoje decidi falar sobre uma série que tem sido uma montanha russa desde sua estréia.
True Blood encerrou seus episódios esse mês, na sétima temporada, com o total de 7 anos de série.
Impossível não se apegar a alguns personagens.
Logo no começo da história nós já damos de cara com Sookie Stackhouse, uma garçonete telepata. Nascida e criada na cidade de Bontemps, é normal que todos conheçam a jovem senhorita Stackhouse e suas bizarrices, porém há coisas mais preocupantes para todos eles no momento. A recente revelação da existência dos Vampiros causa choques sem medidas em toda sociedade. Enquanto uns os defendem, outros os acusam e caçam, e entre tudo isso, um vampiro mal encarado - porém lindo como só - adentra o famoso bar/lanchonete Merllot's fazendo com que Sookie se apaixone à primeira vista. Por que? Pelo mesmo motivo que levou o famoso vampiro Edward Cullen se apaixonar pela doce e patética Bella Swan; Sokkie não pode ler seus pensamentos!
Meio
Wow, a história começa a tomar rumos inesperados, surge então o vampiro Eric Northman (o meu preferido, diga-se de passagem) e sua "cria" Pam. Tudo vai acontecendo meio lento, meio depressa, até que... "Surprise!" A série já não é mais uma série de vampiros... Pode parecer decepcionante ao primeiro olhar. Sookie descobre que na verdade, é uma meio-fada da linhagem real das fadas, e toda a história começa a mudar. Chega a um ponto absurdo onde existem homens-panteras, metamorfos e só faltam os Aliens! Sim, até deuses e demônios se tornam reais nesta série. Confesso que cheguei a perder a paciência com a série algumas vezes, mas admito, ela sempre acabava me surpreendendo.
A série se tornou um fenômeno mundial, novos personagens surgiam como poeira, e Sookie estava cada vez mais indecisa entre seus amores sobrenaturais e todas as mudanças no mundo e em sua vida.
Ao decorrer da história, confesso que festejei a morte de uns e chorei com as mortes de outros, me emocione muitas vezes e me revoltei várias outras.
O que mais me fascinou, no entanto, não foi a história ou o universo, mas a evolução dos personagens com o passar do tempo. Vemos pessoas boas tornarem-se ruins, e logo voltarem a ser boas, outras ruins que se tornam boas apenas por conveniência, e toda a passagem do tempo é notada de forma a não se contrariar.
O fim
Assisti ao fim da série com os olhos cheios de lágrima. Era como voltar no tempo, o que um dia foi um drama vampiresco e APENAS vampiresco, voltou a surgir das cinzas. Sem mais bagunças entre raças, apenas um vírus entre os seres imortais e uma aflição entre os pobres humanos. Sem dúvidas, a última temporada foi uma das mais emocionantes, surpreendentes e tristes. Muitas mortes, reencontros, muita loucura e muito amor... Tudo isso misturado à simples base da história: os vampiros.
Fiquei de certa forma satisfeita com o fim da série, mesmo que alguns aqui e ali tenham chovido críticas.
É uma série que recomendo, e deixo com vocês, a melhor abertura de séries dos últimos 7 anos! rs
True Blood encerrou seus episódios esse mês, na sétima temporada, com o total de 7 anos de série.
Impossível não se apegar a alguns personagens.
Sinopse: Numa nova era de evolução científica, os vampiros conseguiram deixar de ser monstros lendários para se tornarem cidadãos comuns. Essa mudança, que aconteceu do dia para a noite, deve-se a cientistas japoneses, que inventaram um sangue sintético, fazendo com que os humanos deixassem de ser o seu prato principal. Já os humanos ainda não se sentem totalmente seguros convivendo lado a lado com toda a legião de vampiros que está saindo de seus caixões. Ao redor do mundo, cada um escolheu o seu lado a favor ou contra essa revolução, mas numa pequena cidade de Lousiana, as pessoas ainda estão formando a sua opinião. Sookie, garçonete de um pequena lanchonete, tem o poder de ouvir os pensamentos das pessoas e não vê problemas na integração desses novos membros à sociedade, principalmente quando se trata de Bill Compton, um atraente vampiro de 173 anos de idade. Mas ela pode vir a mudar de opinião, à medida que desvenda os mistérios que envolvem a chegada de Bill em sua cidade.O início
Logo no começo da história nós já damos de cara com Sookie Stackhouse, uma garçonete telepata. Nascida e criada na cidade de Bontemps, é normal que todos conheçam a jovem senhorita Stackhouse e suas bizarrices, porém há coisas mais preocupantes para todos eles no momento. A recente revelação da existência dos Vampiros causa choques sem medidas em toda sociedade. Enquanto uns os defendem, outros os acusam e caçam, e entre tudo isso, um vampiro mal encarado - porém lindo como só - adentra o famoso bar/lanchonete Merllot's fazendo com que Sookie se apaixone à primeira vista. Por que? Pelo mesmo motivo que levou o famoso vampiro Edward Cullen se apaixonar pela doce e patética Bella Swan; Sokkie não pode ler seus pensamentos!
Meio
Wow, a história começa a tomar rumos inesperados, surge então o vampiro Eric Northman (o meu preferido, diga-se de passagem) e sua "cria" Pam. Tudo vai acontecendo meio lento, meio depressa, até que... "Surprise!" A série já não é mais uma série de vampiros... Pode parecer decepcionante ao primeiro olhar. Sookie descobre que na verdade, é uma meio-fada da linhagem real das fadas, e toda a história começa a mudar. Chega a um ponto absurdo onde existem homens-panteras, metamorfos e só faltam os Aliens! Sim, até deuses e demônios se tornam reais nesta série. Confesso que cheguei a perder a paciência com a série algumas vezes, mas admito, ela sempre acabava me surpreendendo.
A série se tornou um fenômeno mundial, novos personagens surgiam como poeira, e Sookie estava cada vez mais indecisa entre seus amores sobrenaturais e todas as mudanças no mundo e em sua vida.
Ao decorrer da história, confesso que festejei a morte de uns e chorei com as mortes de outros, me emocione muitas vezes e me revoltei várias outras.
O que mais me fascinou, no entanto, não foi a história ou o universo, mas a evolução dos personagens com o passar do tempo. Vemos pessoas boas tornarem-se ruins, e logo voltarem a ser boas, outras ruins que se tornam boas apenas por conveniência, e toda a passagem do tempo é notada de forma a não se contrariar.
O fim
Assisti ao fim da série com os olhos cheios de lágrima. Era como voltar no tempo, o que um dia foi um drama vampiresco e APENAS vampiresco, voltou a surgir das cinzas. Sem mais bagunças entre raças, apenas um vírus entre os seres imortais e uma aflição entre os pobres humanos. Sem dúvidas, a última temporada foi uma das mais emocionantes, surpreendentes e tristes. Muitas mortes, reencontros, muita loucura e muito amor... Tudo isso misturado à simples base da história: os vampiros.
Fiquei de certa forma satisfeita com o fim da série, mesmo que alguns aqui e ali tenham chovido críticas.
É uma série que recomendo, e deixo com vocês, a melhor abertura de séries dos últimos 7 anos! rs
3 de set. de 2014
Homesick
Desde os 15 anos tudo que eu mais queria era minha liberdade, queria poder sair sem meus pais ditarem a hora de estar de volta, queria um amigo ou amiga que me acompanhasse em loucuras, queria matar aula (nem que fosse apenas para continuar na escola, pois não tinha nenhum outro lugar para ir), tudo que eu queria era me sentir como uma daquelas personagens de séries e filmes hollywoodianos.
Fui crescendo e a quantidade de besteiras que eu fazia era cada vez maior, eu odiava meus pais por eles me dizerem como era a vida real, eu odiava meu irmão mais velho por ele me dizer "um dia sua ficha cai, cresça". Eu queria apenas jogar na cara de todos que sim, minha vida podia ser como a dos filmes e livros que eu lia. Mas não, ela não podia ser.
Eu sonhava com meu 18 anos, porém aos 18, percebi que enquanto ainda morasse sob o teto dos meus pais eu ainda seria criança. Comecei a trabalhar com a intenção de juntar meu dinheiro e em fim conquistar minha tão sonhada liberdade; e sim, eu consegui! Aos 19 já estava em meu próprio lar. Não era grande, porém era meu. Eu levava quem eu quisesse, saía e chegava na hora que eu bem entendesse, mas faltava algo.
A rotina foi tomando conta aos poucos, estudos, trabalho, contas, amigos indo e vindo, amores mal resolvidos, dores de cabeça... Pela primeira vez, me senti completamente sozinha. Eu estava lá, em um show, cercada por pessoas que eu achava conhecer, com um copo de bebida na mão, e só conseguia me perguntar: Por que?
A resposta era simples, porque essa é a vida real. Essa é a verdade, nós passamos a adolescência querendo nos libertar apenas para nos machucarmos, e quando conseguimos, só quando conseguimos, entendemos que a vida não é e nunca será como planejamos, ela tem vontade própria! A vida é viva!
Então, quando tudo parecia insuportável demais para mim, lá estava meu quarto; na casa que eu tanto desprezava, com as pessoas que eu tanto odiava; bem da forma que eu o havia deixado, esperando por mim. Na cama, meus ursos de pelúcia, alguns livros empoeirados sob a mesa que estava uma bagunça como sempre. Poucas roupas no guarda-roupa. E além de tudo, muita nostalgia.
Então, aqui estou eu, prendendo-me com força ao que um dia quis afastar. Afinal, percebi que é isso que todos queremos: liberdade sem responsabilidades. Porém não é isso que a vida e o mundo tem a nos oferecer.
Não me arrependo de ter vivido as novelas mexicanas que vivi, ou de ter bancado a filha pródiga... Apenas aconselho a quem quer que seja, que se quiser errar, erre... Com consciência das consequências.
Fui crescendo e a quantidade de besteiras que eu fazia era cada vez maior, eu odiava meus pais por eles me dizerem como era a vida real, eu odiava meu irmão mais velho por ele me dizer "um dia sua ficha cai, cresça". Eu queria apenas jogar na cara de todos que sim, minha vida podia ser como a dos filmes e livros que eu lia. Mas não, ela não podia ser.
Eu sonhava com meu 18 anos, porém aos 18, percebi que enquanto ainda morasse sob o teto dos meus pais eu ainda seria criança. Comecei a trabalhar com a intenção de juntar meu dinheiro e em fim conquistar minha tão sonhada liberdade; e sim, eu consegui! Aos 19 já estava em meu próprio lar. Não era grande, porém era meu. Eu levava quem eu quisesse, saía e chegava na hora que eu bem entendesse, mas faltava algo.
A rotina foi tomando conta aos poucos, estudos, trabalho, contas, amigos indo e vindo, amores mal resolvidos, dores de cabeça... Pela primeira vez, me senti completamente sozinha. Eu estava lá, em um show, cercada por pessoas que eu achava conhecer, com um copo de bebida na mão, e só conseguia me perguntar: Por que?
A resposta era simples, porque essa é a vida real. Essa é a verdade, nós passamos a adolescência querendo nos libertar apenas para nos machucarmos, e quando conseguimos, só quando conseguimos, entendemos que a vida não é e nunca será como planejamos, ela tem vontade própria! A vida é viva!
Então, quando tudo parecia insuportável demais para mim, lá estava meu quarto; na casa que eu tanto desprezava, com as pessoas que eu tanto odiava; bem da forma que eu o havia deixado, esperando por mim. Na cama, meus ursos de pelúcia, alguns livros empoeirados sob a mesa que estava uma bagunça como sempre. Poucas roupas no guarda-roupa. E além de tudo, muita nostalgia.
Então, aqui estou eu, prendendo-me com força ao que um dia quis afastar. Afinal, percebi que é isso que todos queremos: liberdade sem responsabilidades. Porém não é isso que a vida e o mundo tem a nos oferecer.
Não me arrependo de ter vivido as novelas mexicanas que vivi, ou de ter bancado a filha pródiga... Apenas aconselho a quem quer que seja, que se quiser errar, erre... Com consciência das consequências.
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