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12 de ago. de 2014
Esperança
Com sol ou chuva, com furacões ou pequenas ventanias, lá está aquela voz suave e tranquila cantando e sorrindo próximo aos meus ouvidos enquanto eu caminho com um sorriso idiota parafusado no rosto. Seja onde for, até mesmo na mais escura das noites, posso sentir aqueles olhos densos em seus mistérios, feitos de pura curiosidade, encarando-me em silêncio. Vez ou outra, uma leve brisa leva meus cabelos, toca meu rosto suavemente, e eu sinto como se mais uma vez, ali estivessem aquelas mãos prestes a me poupar de um tombo em público. Eu sorrio. E logo gargalho. Depois de todo tempo procurando incansavelmente o significado para seja lá o que fosse a esperança, a resposta me vem em frágeis cacos de vidro que podem cortar profundamente caso não sejam manuseados com perfeição. Pequenos cacos que também podem esfarelar e sumir como poeira. Tão frágil e tão forte. A esperança sem dúvida é um dos mais belos sentimentos... E as vezes, um dos mais fatais.
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