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20 de jun. de 2014
Férias
Aquele momento tão esperado. Você passa um ano todo planejando apenas alguns dias, e então, finalmente esses dias chegam... Férias!
Não há coisa melhor!
Talvez eu me ausente um pouco, mas logo volto pra contar algumas aventuras nesses poucos dias de folga... :)
Fotografar
Escrever
Rabiscar
Inventar
Aprontar
Ser feliz!
Pé na estrada! Yeah!
12 de jun. de 2014
Mais um dia
Naquele dia, acordei mais cedo que de costume. Tudo parecia normal, apenas mais um dia qualquer. Ainda na cama, fiquei imaginando planos para o dia por alguns minutos; antes que o dia se tornasse monótono, eu precisava de algo para fazer.
Olhando para o teto e para as paredes to quarto sem decoração, sorri ao lembrar dele. Aquele sorriso contagiante que combinava com seu rosto perfeitamente simétrico. Seus cabelos que dançavam entre meus dedos quando eu os acariciava, e claro... Seus olhos. Ele tinha algo nos olhos que nunca vi em nenhuma outra pessoa. Seus olhos brilhavam e iluminavam minha alma como um holofote daqueles de estádios de futebol. Fiquei algum tempo, imaginando-o em todos os seus detalhes. Imaginando suas mãos grandes, porém macias, que acariciavam meu rosto com um quê de admiração... Algo que eu não entendia. Imaginei seu abraço, que cairia bem naquela manhã cinzenta de inverno. Gostava do calor dele, era algo diferente, era mais humano que o comum.
Levantei por impulso, lembrando que ainda havia algo. Havia uma camisa, uma daquelas sociais surradas que todo homem usa quando está com pressa demais para se vestir tão formalmente. Ela estava lá, jogada em algum canto, esperando que ele a viesse buscar e usar uma vez mais. Ao invés disso, fui eu quem a pegou. Fui eu quem a vesti. Abracei-me na tentativa de sentir seu abraço, e por um instante, jurei que estava certo... Que ele estava bem ali, com um braço me envolvendo a cintura e uma mão afagando meus cabelos. Pisquei os olhos lentamente, e ele sumiu. Não precisei procurar muito, ali mesmo no quarto, em uma mesinha improvisada estava a caneca que eu usava para tomar café todos os dias, a caneca que um dia ele usou. Foi quase como beijá-lo enquanto tomava meu café naquela manhã. Sabia que seus lábios já haviam passado por ali... Eu sorri. Olhei para o calendário e apenas sorri.
Era apenas mais um dia... Com lembranças de outros dias... E com aquele ar incontestável, de dia dos namorados.
7 de jun. de 2014
A vida de Lira: 6 anos
O dia mal começava, o sol ainda estava acordando, e toda serelepe aquela garotinha saltava da cama para olhar pela janela. Com sua inocencia, achava mesmo que cada floquinho que via através da luz do sol era uma fada e gostava da ideia de viver rodeada delas. Lira era uma garotinha comum, que acordava cedo para não perder desenho animado na TV e quando perdia por dormir até mais tarde, compensava à noite assistindo videos cassetes do Rei Leão. Ela foi até a cozinha depois de dar bom dia para as fadinhas e deu bom dia à tia que cuidava dela. Pegou o que tinha para comer no café da manhã, ela nem se importava se o sabor era ruim ou se não tinha uma aparência boa. Voltou para ligar a TV e sentou-se desajeitadamente no sofá comendo e rindo das aventuras de Jerry, enquanto sentia pena do pobre Tom.
Lira via o mundo de baixo, e para ela, um simples ato parecia grande. O mundo parecia enorme, e ao mesmo tempo, tão pequeno quanto ela. Guardava para si tudo que ouvia e aprendia, achava que um dia poderia dar utilidade a cada coisa que já vira na vida.
Naquele momento, enquanto assistia desenho animado em mais um dia de semana qualquer como todos os outros, ela se divertia com os mesmos episódios que vira mês passado e ainda assim, pra ela, tudo era único e especial.
Talvez ela estivesse certa, afinal, ela era apenas uma criança... E assim era feliz.
Lira via o mundo de baixo, e para ela, um simples ato parecia grande. O mundo parecia enorme, e ao mesmo tempo, tão pequeno quanto ela. Guardava para si tudo que ouvia e aprendia, achava que um dia poderia dar utilidade a cada coisa que já vira na vida.
Naquele momento, enquanto assistia desenho animado em mais um dia de semana qualquer como todos os outros, ela se divertia com os mesmos episódios que vira mês passado e ainda assim, pra ela, tudo era único e especial.
Talvez ela estivesse certa, afinal, ela era apenas uma criança... E assim era feliz.
3 de jun. de 2014
Fate
Deus era apenas um menino. Um garotinho sozinho no vazio. Tudo em sua volta não passava de luz, não passava de claridade, não passava de vácuo. Ele queria brincar, estava cansado de fazer nada, era como se estivesse há séculos sentado em uma calçada imaginária apoiando o queixo nas mãos para não deixar a cabeça cair e, enquanto perdido em seus pensamentos, criou o universo acidentalmente. Olhava para todos os lados enquanto coisas brilhantes surgiam ao seu redor, era exatamente como em sua mente e ele não sabia se não passava de pura imaginação. O vasto universo ao seu redor foi modificando-se de acordo com seus sentimentos e sua empolgação, um planeta, um sol, uma nebulosa... Ali uma galáxia, e lá... Um cometa. Foram algumas horas brincando com pontinhos brilhantes, e talvez as horas mais divertidas que o pequenino pudera ter tido até aquele momento. Seus olhos brilhavam imaginando tantas possibilidades, seus lábios alargavam-se em sorrisos que iam e vinham de acordo com cada pensamento que tomava forma bem diante de seus olhos. Ele precisava de mais, algo mais. Sua orquestra começou com sua luz inundando um lugar qualquer no espaço, caindo sobre um pedaço de rocha aleatório como um raio, então algo molhado apareceu, e logo após algo seco. Um novo sol foi posto em órbita, uma grande bola de fogo que viveria por milhares e milhares de anos... Aquilo parecia uma ótima invenção. Para o outro lado do planeta em formação, um satélite em forma de rocha lapidada. Algo para mostrar que há luz na escuridão também. Tudo estava pronto e já não havia o que fazer. O tédio estava de volta à porta. Uma nova ideia passou pela mente do pequeno garoto, dessa vez sem esforço algum tudo se criou. O nome que ele deu àquilo foi vida, e assim ensinou ao primeiro pedacinho de vida que foi criado. A partir dali, outras vidas surgiram, descontroladamente. A vida se multiplicava em tudo que tocava, em todo lugar ela estava. Vidas e mais vidas. O menino perdeu o controle de sua própria imaginação. Ele pensava em alguém como ele, e vários dele eram criados. Para cada vida uma diferente versão dele mesmo. Era quase inacreditável como ele podia imaginar tantas coisas! Ele imaginava novas formas de vida, novos planetas e novos pontos brilhantes. Cada vez mais cometas, cada vez mais sóis, cada vez mais e mais criatividade e inspiração. Sua mente imaginava todo tipo de coisa e antes que piscasse os olhos, lá estava. Tudo estava ficando conturbado, sua mente estava perturbada, então ele sem querer imaginou algo perigoso... E se houvesse alguém exatamente como ele? Ali? Criando cada história que viesse a sua cabeça? Aquele foi o primeiro inventor criado, um inventor mais habilidoso que o próprio criador. Aquele foi o nascimento de um mito chamado Destino, que passou a coexistir com Deus e até que fizeram uma bela dupla. Até hoje, Deus ainda cria, e o Destino... Bom, ele ajeita as coisas. Um grande inventor, suas histórias não deixam pontas soltas. E Deus ainda se pergunta, O Destino realmente existe? Tudo isso existe? Ou eu apenas escolho fazer o que eu quiser, tendo o controle de absolutamente tudo?
Esta, meus caros, é a pergunta que até mesmo o criador faz. E como eu sei? Bem... Ele já perguntou a mim. Chamem-me de Fate.
Esta, meus caros, é a pergunta que até mesmo o criador faz. E como eu sei? Bem... Ele já perguntou a mim. Chamem-me de Fate.
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