Andando pelas ruas percebi algo de diferente. As cores vermelho e verde sobressaíam em todo canto. Passei por lojas que mal se cabia mais uma pessoa, outras fechavam as portas. Foi quando percebi que alguém na multidão estava usando um gorro de papai noel.
É natal, e eu nem percebi que essa data já chegou. A data da comemoração da união da família, o nascimento de Jesus, e as boas vendas. Presentes, comida, amigos e risadas. Famílias que oram, famílias que brindam, não importa se são brancos ou negros, gordos ou magros, nessa data tão especial todos são um.
Embora não tenha a família perfeita, também aproveito este natal ao lado das pessoas que amo. Agradeço ao ser divino que nos fez por tal feito, e por ter passado mais um ano perto dos que importam para mim.
Desejo a todos um feliz natal, e rezo pelas famílias que por algum motivo ou circunstancia adversa não pode se reunir, rezo por aqueles que não tem suas mesas fartas e por aqueles que não tem um teto onde se abrigar e fazer suas preces.
Hoje é uma data especial, mas muito mais que isso, hoje é o dia de aproveitar a união e as alegrias que apenas os mais próximos podem nos proporcionar.
Posso ser enrolada para falar do tipo de coisa, mas ainda assim, espero que tenham um ótimo natal.
E isso é tudo...
Procurar...
25 de dez. de 2013
17 de dez. de 2013
Até que se chegue à Utopia
O sábio, parado de frente à dois rostos ansiosos, coçou a longa barba branca.
- Precisamos mudar as coisas, Sábio! - Dizia a menina de longas tranças ruivas.
- Sim! E você sabe disso, então nos ajude! - O menino resmungou com um tom de agitação entre os dentes.
O sábio deu meia volta, pôs o óculos e indicou que as crianças se sentassem.
Os dias eram difíceis. Os impostos aumentavam a cada semana, as pessoas matavam e morriam por pouca coisa, a cidade estava um caos. O rei já não parecia se preocupar com a província, que há muito esquecida agora também já não tinha mais o que o fizesse orgulhar-se. As crianças não frequentavam escolas ou campos de treinamento, nenhuma delas. Os adultos roubavam para salvar seus filhos e suas vidas, assim acabavam apenas por perdê-las. O pobre sábio já sabia de todos aqueles fatos e estava realmente tocado com a ação daquelas duas crianças em sua frente. Mas se encontrava agora em um dilema.
- E se as coisas devessem ser assim? - Indagou o sábio.
Olhinhos arregalados o contemplavam com certo receio e hesitação.
- Existe uma flor, no alto da colina ao sul. Seu nome é Utopia. Muitos viajantes e aventureiros já se arriscaram a pegá-la, porém nenhum deles foi bem sucedido.
As crianças ouviam atentamente ao sábio que prosseguia em sua história...
- Um dos cavalheiros que tentou, caiu no Desejo que fica bem na saída da floresta contrária ao caminho para a capital. Desejo é um lago encantado, feito de areia movediça, que atrai quem por ali passa e soterra quem ali fica.
As crianças arregalaram os olhos, mas logo voltaram a expressão de curiosidade.
- Um outro, porém, foi um pouco mais longe. Mas infelizmente se perdeu na Floresta dos Sonhos. Que fica logo após do lago Desejo. A Floresta dos Sonhos é conhecida por fazer pessoas realizarem seus sonhos.
As crianças sorriram.
- Mas não se enganem! Tudo não passa de mentira! As pessoas não realizam de fato seus sonhos, elas apenas permanecem em um sono pesado até que achem que realizaram seus sonhos e então... - O sábio calou-se, vendo a expressão de horror no rosto das crianças.
Então continuou.
- Um pouco após, um aventureiro decidiu regressar, quando viu o tamanho do Vale do Sofrimento. E um que resolveu passar por lá, perdeu sua sanidade no Caminho da Força-de-Vontade. Dizem que esses dois lugares são os mais complicados de se passar à caminho da colina ao sul.
As crianças já começavam a pensar melhor.
- Um que foi foi além, deparou-se com a Senhorita Indagação, que o fez três perguntas para o deixar atravessar a ponte da Ilusão. Mas ela, crianças, é apenas uma farsante. Faz perguntas fáceis de responder, mas requer respostas elaboradamente mentirosas! E a ponte da Ilusão é quase um labirinto... O moço caiu.
A menina roía as unhas enquanto o garoto coçava o braço, nervoso.
- Um dia, um nobre e astuto aventureiro conseguiu chegar até a colina ao sul.
Os olhos das crianças brilharam mais uma vez.
- Assim como vocês, ele queria trazer a paz à sua cidade natal. E assim, achou a flor Utopia. Porém, alguns anos depois, resolveu que levaria de volta a flor ao seu local. Pois não podia suportar os efeitos colaterais da planta que tranquilizou e pacificou tão perfeitamente sua cidadezinha.
Inconformadas, as crianças perguntaram em uníssono:
- Mas como assim efeitos colaterais?
O sábio sorriu.
- Vocês são novos demais para entender, mas quando se trata de paz absoluta ou felizes para sempre, trata-se de nada mais. Trata-se do fim. As coisas começaram a ficar tão iguais e tão normais que todos deixaram a cidade em busca de algo que faltará a todos. Pois este é o destino da flor Utopia, estar sozinha em um lugar silencioso e solitário.
As crianças fizeram uma expressão azeda.
- Mas vocês podem ir até lá e trazê-la para cá. Digo porém que, até que se chegue à Utopia terão que enfrentar seus medos e desejos, terão que enfrentar seu destino e aceitar o que vier. Mas em não mais que alguns anos, cansaram da vida que um dia tanto desejaram.
Satisfeitas as crianças voltaram para casa. Contaram aos seus pais o que o mago havia dito, deitaram em suas camas e refletiram.
O mago, por outro lado, passou a noite acordado. Pensando se não teria feito melhor se nada tivesse inventado e aos meninos tivesse deixado a dádiva da esperança.
14 de dez. de 2013
A carta
Antes de mais nada, gostaria de deixar aqui expressos meus mais profundos medos, angústias e sofrimentos. E gostaria de lhe deixar bem claro que, você nunca me conheceu e nunca me conhecerá.
Conheci a verdadeira face da vida quando ainda era muito nova, conheci as dificuldades de estar viva quando ainda era uma criança. E nada daquilo me abateu por completo. A vida não é o tipo de veneno que mata em segundos, ela é do tipo que passa milhares de vezes por todo seu corpo fazendo com que cada célula se arrependa de existir até que a dor lhe consuma e você ceda... Então você não é mais um bom hospedeiro, e a vida é a última a lhe deixar. Mas ela lhe deixa.
Conheci pessoas de todos os tipos; baixas, altas, gordas, magras, brancas, pretas, amarelas, carecas, cabeludas, estranhas, normais, quietas, agitadas, vingativas, vítimas, fortes, fracas, psicopatas, indiferentes... Conheci tipos o bastante para entender que todas são a mesma coisa. Todas tem o mesmo perfil, o mesmo esqueleto, os mesmos componentes foram calculadamente utilizados por um ser divino na criação do corpo humano. Até mesmo os deficientes o tinham a todos.
Descobri, ainda adolescente, o efeito de cada droga. E também a consequência. O gosto de cada bebida, e também o que elas causavam a cada gole.
De tudo que vivi e morri, não me arrependo de uma única coisa, apenas de ter um dia me apegado.
Apeguei-me às pessoas, mesmo sabendo que era errado. E este é meu único arrependimento.
Elas me deixaram, me esqueceram, fui descartado. Milhares de vezes, por milhares de motivos, eu nunca fui bom o suficiente. Elas me humilharam. Julgaram-me. Culparam-me. Fizeram de mim um ser desprezível e mentiroso. Um ser indiferente, arrogante, altivo, deslocado. E então voltaram para ver sua criação, não diferente de Frankstein, precisavam matar a coisa que criaram com sua própria ganância e boas intenções.
E como a coisa, lá estava eu, pronto a perdoá-los... Chorando por suas mortes...
Maldito eu, maldito o que me tornei.
Vida, dinheiro, bebida, drogas, religião, nada disso foi o motivo de meu fim. Pessoas, elas foram o meu fundo do poço. Minha última gota. Meu último suspiro. E não por quem eram, mas por perceber que enquanto vivesse, também seria eu como todos os outros humanos.
Agora provavelmente estarei em paz, como um espirito livre ou apenas uma lembrança vaga na mente de quem um dia me viu por algum dos meus muitos ângulos. Apenas agradeço... Que o veneno finalmente tenha chegado ao fim.
Conheci a verdadeira face da vida quando ainda era muito nova, conheci as dificuldades de estar viva quando ainda era uma criança. E nada daquilo me abateu por completo. A vida não é o tipo de veneno que mata em segundos, ela é do tipo que passa milhares de vezes por todo seu corpo fazendo com que cada célula se arrependa de existir até que a dor lhe consuma e você ceda... Então você não é mais um bom hospedeiro, e a vida é a última a lhe deixar. Mas ela lhe deixa.
Conheci pessoas de todos os tipos; baixas, altas, gordas, magras, brancas, pretas, amarelas, carecas, cabeludas, estranhas, normais, quietas, agitadas, vingativas, vítimas, fortes, fracas, psicopatas, indiferentes... Conheci tipos o bastante para entender que todas são a mesma coisa. Todas tem o mesmo perfil, o mesmo esqueleto, os mesmos componentes foram calculadamente utilizados por um ser divino na criação do corpo humano. Até mesmo os deficientes o tinham a todos.
Descobri, ainda adolescente, o efeito de cada droga. E também a consequência. O gosto de cada bebida, e também o que elas causavam a cada gole.
De tudo que vivi e morri, não me arrependo de uma única coisa, apenas de ter um dia me apegado.
Apeguei-me às pessoas, mesmo sabendo que era errado. E este é meu único arrependimento.
Elas me deixaram, me esqueceram, fui descartado. Milhares de vezes, por milhares de motivos, eu nunca fui bom o suficiente. Elas me humilharam. Julgaram-me. Culparam-me. Fizeram de mim um ser desprezível e mentiroso. Um ser indiferente, arrogante, altivo, deslocado. E então voltaram para ver sua criação, não diferente de Frankstein, precisavam matar a coisa que criaram com sua própria ganância e boas intenções.
E como a coisa, lá estava eu, pronto a perdoá-los... Chorando por suas mortes...
Maldito eu, maldito o que me tornei.
Vida, dinheiro, bebida, drogas, religião, nada disso foi o motivo de meu fim. Pessoas, elas foram o meu fundo do poço. Minha última gota. Meu último suspiro. E não por quem eram, mas por perceber que enquanto vivesse, também seria eu como todos os outros humanos.
Agora provavelmente estarei em paz, como um espirito livre ou apenas uma lembrança vaga na mente de quem um dia me viu por algum dos meus muitos ângulos. Apenas agradeço... Que o veneno finalmente tenha chegado ao fim.
8 de dez. de 2013
Free - dom
Olhava para o céu ouvindo o som das ondas quebrando em pedras, tinha suas vantagens morar naquele lugar. Do alto da torre podia olhar o horizonte e as coisas por um ângulo que ninguém jamais poderia se quer imaginar. E era por isso que parava todas as manhãs na janela antes mesmo de tomar café. Via o sol surgir e os pássaros voarem de seus ninhos nas árvores ao longe. Via a maré, as ondas, o mar sem fim. Algumas casas em uma vila à direita, alguns animais na floresta à esquerda. Então seguia para a cozinha.
Nunca pensou em como seria viver fora dali, embora imaginasse sempre como eram os que viviam na vila que sempre via estar da mesma forma.
Um dia chegou a se perguntar por que não ir até lá... Mas deixou para lá e seguiu para a janela para ver as estrelas lá no alto.
Vivia para isso, ver o céu, o mar, a floresta, a rotina da vila, as pessoas, a vida passar... E se sentia bem. Até que certo dia um jovem bateu à sua porta.
- Vim lhe dar liberdade! - Dizia ele.
Imaginou o que seria "liberdade".
- O que é isso? - Perguntou com seu tom de sempre, porém o rapaz não soube responder.
- Venha comigo! Não precisa mais ficar presa aqui. - Disse ele, ignorando a pergunta e expressão da moça.
Saíram da torre, ambos com estranhas e diferentes sensações.
Sentiu a grama molhada sob seus pés descalços e o cheiro de madeira. Uma borboleta pousou em seu ombro, a encantou.
Os dias se passaram, se tornaram meses e anos. O casamento foi lindo, embora para ela não fizesse tanto sentido.
Então um dia, após pensar por horas, ela decidiu voltar à torre.
- Vamos, eu lhe darei liberdade!
- Como vai me dar liberdade no topo de uma torre?
- Você verá... E sentirá... E só então perceberá o real significado de liberdade. - Disse com seu sorriso mais simples e encantador na face.
2 de dez. de 2013
Livros que nunca comentei
Decidi comentar pequenas coisas sobre livros que percebi que li, gostei, mas nunca cheguei a falar com ninguém sobre eles. Aí vai a listinha e seus comentários:
O sonho de Eva - O livro mais alucinantemente real que já li. Sem dúvidas um assunto que um dia terá seu espaço nas manchetes de jornal, o livro fala sobre os sonhos, a influencia que eles tem e como podem ser usados. Tem uma história simples, mas escrita de forma genial!
A hospedeira - Com esse, Stephenie Meyer recuperou os créditos que perdera comigo. Magnífica ficção futurística! Falando a verdade, nunca me interessei tanto por aliens! O que mais me encanta no livro, porém, são as metáforas. Se você já leu e anda não as viu, tente ler novamente. Há mais palavras sendo ditas entre as linhas do que elas mesmas querem dizer.
A culpa é das estrelas - Um dos muitos livros que me fez chorar, um dos poucos que me fez pensar na vida, o único que me fez pensar na morte. Gosto de livros fictícios, gosto de ação, suspense, romance, terror, tragédia... Mas quando algo tão esplêndido é escrito assim, sem aliens ou cowboys, precisamos ler sem se importar com o gênero. Foi uma das experiências únicas que tive com livros do tipo... E recomendo a todos.
O diário de Anne Frank - Sabe quando não se tem muito o que dizer? Ou quando se acha que palavra nenhuma será suficiente? Essa menina que não fez faculdade de literatura ou letras, que apenas foi real com todos e consigo mesma e que nunca desistiu, me inspirou de tamanha forma que a admiro mais admiro Shakespeare ou Robert Frost. Imaginei cada momento, sofri com ela a cada segundo triste, chorei... Sim, eu chorei. Há vários tipos de lições, mas as que Anne me ensinou, jamais serão esquecidas ou até mesmo descartadas.
Teorema Katherine - Deus! Como me identifiquei com o Colin! Chega a ser cômico... O tio João Verde se saiu perfeitamente bem mais uma vez! Ri tanto, por dias, até mesmo semanas após ler o livro. E ainda assim, entendo o quão sério era cada uma daquelas palavras. Tenho uma amiga bem parecida com Hassan...
Lua Azul - Uma história de amor bem contada. Mais ficção, mas dessa vez menos científica e mais mágica... Se bem que alquimistas são nada mais que químicos não é? De toda a série, esse foi meu livro preferido.
Existem mais alguns livros na lista, mas por hora vou deixar aqui apenas esses comentários.
Indico todos eles pra quem estiver sem o que ler, é só escolher um!
O sonho de Eva - O livro mais alucinantemente real que já li. Sem dúvidas um assunto que um dia terá seu espaço nas manchetes de jornal, o livro fala sobre os sonhos, a influencia que eles tem e como podem ser usados. Tem uma história simples, mas escrita de forma genial!
A hospedeira - Com esse, Stephenie Meyer recuperou os créditos que perdera comigo. Magnífica ficção futurística! Falando a verdade, nunca me interessei tanto por aliens! O que mais me encanta no livro, porém, são as metáforas. Se você já leu e anda não as viu, tente ler novamente. Há mais palavras sendo ditas entre as linhas do que elas mesmas querem dizer.
A culpa é das estrelas - Um dos muitos livros que me fez chorar, um dos poucos que me fez pensar na vida, o único que me fez pensar na morte. Gosto de livros fictícios, gosto de ação, suspense, romance, terror, tragédia... Mas quando algo tão esplêndido é escrito assim, sem aliens ou cowboys, precisamos ler sem se importar com o gênero. Foi uma das experiências únicas que tive com livros do tipo... E recomendo a todos.
O diário de Anne Frank - Sabe quando não se tem muito o que dizer? Ou quando se acha que palavra nenhuma será suficiente? Essa menina que não fez faculdade de literatura ou letras, que apenas foi real com todos e consigo mesma e que nunca desistiu, me inspirou de tamanha forma que a admiro mais admiro Shakespeare ou Robert Frost. Imaginei cada momento, sofri com ela a cada segundo triste, chorei... Sim, eu chorei. Há vários tipos de lições, mas as que Anne me ensinou, jamais serão esquecidas ou até mesmo descartadas.
Teorema Katherine - Deus! Como me identifiquei com o Colin! Chega a ser cômico... O tio João Verde se saiu perfeitamente bem mais uma vez! Ri tanto, por dias, até mesmo semanas após ler o livro. E ainda assim, entendo o quão sério era cada uma daquelas palavras. Tenho uma amiga bem parecida com Hassan...
Lua Azul - Uma história de amor bem contada. Mais ficção, mas dessa vez menos científica e mais mágica... Se bem que alquimistas são nada mais que químicos não é? De toda a série, esse foi meu livro preferido.
Existem mais alguns livros na lista, mas por hora vou deixar aqui apenas esses comentários.
Indico todos eles pra quem estiver sem o que ler, é só escolher um!
1 de dez. de 2013
Coisas de sempre
São coisas da rotina, coisas da vida, coisas de nós dois essas que nunca se vão e sempre se repetem. As mesmas coisas que passamos há tanto tempo atrás, viveremos novamente no futuro, são essas coisas de sempre.
O que vimos desde o começo, e que veremos até o fim. Esse tipo de coisa boba como caretas, mimos e choros. São essas coisas de sempre, que ficarão eternamente, até que não reste mais gente além da gente para ver tais coisas de sempre.
O que ouvimos desde aquele dia quando decidimos nos falar com voz viva por viva voz, coisas idiotas e piadas sem noção, que fizeram rir, até quase chorar e cair no chão. São coisas de sempre, piadas e travalínguas que sempre voltarão, que até podemos esquecer, mas nunca se irão. Palavras doces e suaves que sempre ecoarão em uma ressonância das nossas almas, elas sempre irão e virão.
Aquelas coisas que dissemos e que nos assombraram para sempre, uma série de arrependimentos ditos e não retirados. Orgulho em formato de vento, do tipo que não pode ser quebrado. Esse tipo de coisa de sempre, é do tipo que prefiro não lembrar.
Claro que das coisas que fizemos, muitas ainda fazemos, e tantas outras continuaremos a fazer, como as receitas da vovó em dia de chuva ou o ensaio de valsa sem música, coisas de sempre, que duraram uma eternidade, que permanecerão até o fim.
Só me pergunto se entre essas coisas de sempre, novas coisas nunca irão aparecer. Mas sigo feliz ao teu lado como sempre, e espero como sempre continuar assim... Vivendo das coisas de sempre.
Because man, changes suck!
O que vimos desde o começo, e que veremos até o fim. Esse tipo de coisa boba como caretas, mimos e choros. São essas coisas de sempre, que ficarão eternamente, até que não reste mais gente além da gente para ver tais coisas de sempre.
O que ouvimos desde aquele dia quando decidimos nos falar com voz viva por viva voz, coisas idiotas e piadas sem noção, que fizeram rir, até quase chorar e cair no chão. São coisas de sempre, piadas e travalínguas que sempre voltarão, que até podemos esquecer, mas nunca se irão. Palavras doces e suaves que sempre ecoarão em uma ressonância das nossas almas, elas sempre irão e virão.
Aquelas coisas que dissemos e que nos assombraram para sempre, uma série de arrependimentos ditos e não retirados. Orgulho em formato de vento, do tipo que não pode ser quebrado. Esse tipo de coisa de sempre, é do tipo que prefiro não lembrar.
Claro que das coisas que fizemos, muitas ainda fazemos, e tantas outras continuaremos a fazer, como as receitas da vovó em dia de chuva ou o ensaio de valsa sem música, coisas de sempre, que duraram uma eternidade, que permanecerão até o fim.
Só me pergunto se entre essas coisas de sempre, novas coisas nunca irão aparecer. Mas sigo feliz ao teu lado como sempre, e espero como sempre continuar assim... Vivendo das coisas de sempre.
Because man, changes suck!
28 de nov. de 2013
Srta. Anormal
Olá, eu me chamo anormal. Não, meu nome não é anormal, eu é que me chamo assim. Meu nome é Violeta. Você deve estar se perguntando; Por que uma pessoa com um nome tão bonito se chama de anormal? Eu me chamo assim por vários motivos que posso explicar.
Sou anormal por gostar de levar livros dentro da mochila mesmo que eu não vá ler, pois gosto de me sentir acompanhada de pessoas tão honestas e inteligentes, afinal, não se vê muito isso nas ruas movimentadas por onde eu passo. Gosto de sentir-me culta enquanto carrego um exemplar da Jane Austen ou um livro de poesia do caríssimo Sr. Poe. E as vezes eles saem da mochila para fazer meus dias mais felizes contando piadas inteligentes como as do Colin ou me ajudando a lidar com problemas com o Guia do mochileiro. Nome engraçado não? Guia do Mochileiro... Parece até um guia turístico para mochilas!
Eu me chamo anormal por não achar graça em músicas repetitivas e sem coerência, preferindo assim as clássicas e os arranjos feitos em violões celos.
Eu me chamo anormal já que todos que são normais na cidade onde eu moro gastam com roupas de marca e aparelhos que não usam pra quase nada, eu acho isso meio esquisito, sabe? Ser o que se tem é igual a ser um objeto. Por isso gasto apenas com o necessário e não tento me mostrar melhor, mais rica ou mais bem arrumada que alguém. Geralmente, porém, não se vê mais interessante!
Eu me chamo anormal por contrariar a todos que dizem não gostar de política. Até por que, dizer que a política do país está ruim é afirmar que nós estamos ruins, que somos estúpidos demais para fazer o país avançar. E política que é política, fazemos todos os dias!
Eu me chamo anormal pois gosto de inventar histórias, contar contos, rir de piadas na internet, comer muito doce e dormir com um ursinho de pelúcia. Enquanto outras garotas da minha idade gostam de fazer sexo, beber vodca e tudo mais que não sei o nome, brigar por causa de garotos e dormir sem nem lembrar como chegou em casa...
Eu me chamo anormal por acreditar que pessoas podem ser tão boas quanto unicórnios cavalgando em arco-íris, por acreditar sempre que uma solução existe, por acreditar que somos quem somos por algum motivo.
Eu me chamo assim, pois não creio em um Deus que julga pessoas, nem que fala através de homens. Chamo-me anormal por acreditar em um Deus que se faz presente em cada pensamento, decisão e escolha. Que se manifesta através da natureza para mostrar o quão grande é, que não condena ninguém ao inferno pois se criou pessoas ruins não seria justo castigá-las pelo próprio erro.
Chamo-me assim, anormal, pois sou como sou, e fujo do padrão de tudo que é normal e ético para a sociedade nos dias atuais.
Enfim, sou a senhorita anormal, e você, quem é?
26 de nov. de 2013
Doce mentira
Esse mundo escorre em venenos, de todos os sabores, com todos os efeitos. Venenos que matam o corpo, venenos que matam a mente, venenos que matam a alma, venenos que matam os outros... Esse mundo jaz nos vendedores de mortes, de almas, de artefatos para torturar. Estes que nem sempre torturam o corpo. Pessoas vivem, pessoas morrem, pessoas somem e reaparecem outras pessoas. Enquanto isso, o mercado não para. E de todas as mercadorias escolho um doce bem conhecido, a doce mentira que se desfaz na boca de muitos viciados para saciarem suas próprias necessidades. Sei que de todos é o pior veneno, sei que uma vez que se come um deles, muitos outros passaram queimando garganta a baixo. Mas o sabor é bom, a doçura é serena, a felicidade é instantânea.
Esse mundo me faz pensar, seria melhor viver envenenada e feliz ou saudável e melancólica?
19 de nov. de 2013
Ergo Proxy
Tudo que você precisa saber desde o começo é que: (a) a Terra não é mais o planeta que você conhece, (b) nada é o que parece ser, e (c) você vai passar noites em claro.
Ergo Proxy é um anime (desenho oriental/animação japonesa) para pensar.
Vamos primeiro para a história e depois para a análise, e se você não gosta de animes, peço que reconsidere. Este pode ser bem mais interessante que qualquer blockbuster americano.
A história se passa em um futuro; distante para uns, nem tanto para outros... A Terra j´havia se passado, tudo havia sido destruído e agora só restavam civilizações destacadas e milhas e mais milhas distantes umas das outras. Todas localizadas em redomas, redomas essas que conseguiam imitar com exatidão as cidades que os humanos conheceram um dia. Neste futuro, os humanos vivem com a ajuda de criaturas robóticas classificadas de vários modos; os Autoreives. São robôs que fazem tudo. Alguns acompanham os humanos, outros servem mais como... "empregados" mesmo.
Tudo começa quando uma "espécime" que estava sendo estudada no núcleo de Rondo (cidade onde quase tudo se passa) escapa. Esta espécime espalha um vírus chamado "cogito" entre os autoreives, dando a eles alma. O que acaba tornando-os perigosos, afinal, eles finalmente percebem como estão sendo usados e como não tem direitos. Em busca da primeira espécime, porém, uma nova espécime parecida aparece. Aparece pela primeira vez na casa de uma jovem chamada Re-l ou Lil Mayer. A neta do prefeito. Obviamente ela jamais esqueceria aquela espécime em sua frente, o que mais parecia um monstro. Na verdade, uma espécime estava em busca da outra... E no fim das contas, uma delas morre. A partir daí a história se volta para Lil e sua curiosidade insaciável e Vincent Law, o principal suspeito.
Muitas coisas acontecem, pessoas morrem a todo tempo, e então as coisas ficam confusas. Tão confusas que nem mesmo os personagens da trama entendem o que está acontecendo ou o que está por vir. E então... Chega o fim. Assim, sem mais, nem menos. E então, tudo faz sentido. Ou não.
Agora minha opinião... FODA. (acho que nunca me verão tão empolgada com algo, assim)
O anime tem detalhes demais, mas não mais que o necessário. Metáforas, comparações, personificações, tem todo tipo de filosofia oculta e linguagem figurada. Põe à prova o que é Deus, o que somos nós, o que é o universo... Expõe a realidade em pequenos espaços de tempo, nos emoldura perfeitamente em um ciclo. Desde o começo, o anime nos mostra os dois lados de cada moeda que possamos encontrar na vida. Incluindo a mesma. Ele nos mostra a face da morte em sua mais pura existência e ingenuidade. E a face da vida em sua sede por realidade e comodidade. Há episódios onde a face da humanidade é relatada em uma crítica tão real e massante que nos faz pensar, aliás, nos leva a refletir! O anime explora ações e reações de tantos diferentes ângulos que não se entende na primeira vez que vemos. Apenas nos confunde, essa é a verdade. O tempo inteiro, tudo muda. Tudo é um constante liquidificador, como diria minha mãe. Vai rodando tudo e triturando até sobrar apenas líquido, antes disso, não tente engolir nem tirar de lá!
Muitas pessoas, muitos diferentes pontos de vista. Se não quer ter o trabalho de pensar, não assista! Mas se quiser se aventurar em uma jornada puramente psicológica, vale a pena conferir!
São 23 episódios de 25 a 30 minutos. Tem um estilo de traço bem americanizado. Eu assisti legendado.
Segue o trailer:
15 de nov. de 2013
New stories, new lovers
14 de nov. de 2013
Um pouco mais
"The brain is a wonderful organ. It starts working the moment you get up in the morning and does not stop until you get into the office."
Robert Frost
Talvez o que me falte não seja café, nem glicose nas veias. Talvez me falte um pouco de agito! Um pouco mais de ação e loucura para viver, pois sobreviver é difícil demais. Olho páginas de livros conhecidos e aclamados, leio citações inteligentes e profundas, me pergunto se algum dia conseguirei fazer algo do que me orgulhe. Talvez falte um pouco mais de dedicação... Sempre que tento, eu durmo. Quando consigo, não gosto. E quando gosto, não termino. Talvez um pouco mais de foco seja do que eu estou falando. De qualquer modo, eu quero ser, sentir, estar, sonhar, fazer, falar, escrever, de alguma forma: não perder a vida enquanto tento ganhá-la, pois isso seria triste demais. Meu cérebro porém não me ajuda, talvez eu não pense com ele... Talvez eu precise de um pouco mais de neurônios... Mas aí seria pedir demais.
13 de nov. de 2013
Tudo se transforma
Nascemos, sem certezas nem desejos. Crescemos, com perguntas e confusos. Nos desenvolvemos, com respostas e teorias. Reproduzimos, sem muita vontade ou com ilusões. Morremos... Apenas morremos.
Tristeza desde o dia do nascimento, rotina desde a primeira respiração. Pense na vida útil de seus órgãos, fazendo infindavelmente o mesmo movimento apenas para sobreviver... Para você sobreviver. Você também é um órgão. Fazendo infindavelmente os mesmos movimentos para sobreviver, para que o universo continue. Mas um dia seu coração parará. Seus rins estarão gastos. Seus pulmões, cansados. Seu cérebro um dia entrará em curto. Seu estômago estará ácido demais. Seu fígado já terá tido dias melhores. Talvez seus olhos ainda sejam úteis... Mas de qualquer forma, em algum momento eles se fecharão. E o que virá depois? Não se sabe, ninguém sabe. Aliás, eu lhe digo o que virá depois, pois eu sei. Você será sepultado como convém à sua família em termos financeiros e religiosos, entrará em decomposição dando de comer à larvas e fungos, se tornará apenas um esqueleto frágil e quebradiço que também será comido, roído e se tornará por fim poeira. Nada além disso. Poeira mal cheirosa, morta, que se misturará à terra. E um dia já não se saberá que você esteve ali um dia. Você será ninguém. E apenas quando for ninguém saberá, saberá de todos os segredos da vida, pois a morte lhe contará. Também saberá de tudo que acontece à alguém após a morte.
Toda essa conversa pode nos deixar abalados ou depressivos. Descobrir que todos morrem e que jamais voltam pode ser exaustivo e triste. Mas se permite lhe contar um segredo, não se abata, isso é apenas um ciclo. Assim como o ciclo da água que se forma em nuvem apenas para voltar a ser água e experimentar a queda... Assim também é a vida. E a morte. Passamos por elas para, assim como a água, mudarmos. Sim! Para mudarmos e experimentarmos diferentes sensações, termos diferentes lembranças. E no fim sermos coisas diferentes e infinitamente mais sábias que antes. Porque tudo se transforma, tudo muda, tudo é um em diferentes formas e tamanhos.
Entenda como quiser, a vida é ora uma escola, ora um lapidador.
2 de nov. de 2013
Rapidamente
Não me diga o que devo fazer,
não me lembre do que fiz de errado.
Não preciso de ajuda,
nem de nada ao meu lado.
Talvez se você soubesse,
dos segredos do universo e vida
conseguisse por um tempo
minha atenção,
e não deixaria iludir
seu pobre coração.
Mas ninguém tem o direito
de saber desses segredos,
por isso rapidamente
desvio minha atenção.
Ninguém pode dar-me o que quero
e a ninguém darei
meu coração.
Se quiseres um conselho,
posso lhe estender a mão,
mas se não for preciso,
que nao me chames,
não.
Se de mim não precisares
rapidamente me tire de questao,
para mim nada é interessante
entao nao conte
com minha boa intenção.
Agora estou partindo,
rapido,
sem demoras.
Se me encontrares de novo,
eu talvez ja tenha respostas.
Então me deixe ir
não me prendas aqui agora,
quanto mais rapido eu sumir,
mais rapido as dores irao embora.
Mas se quiseres que eu fique aqui
esconda os relogios e as horas,
se não há tempo não há pressa,
nem necessidade de ir embora...
30 de out. de 2013
A lógica do irreal
Me perdi em Wonderland e me achei na terra do nunca. Simples assim, tão lógico quanto uma partida de xadrez entre lhamas africanas usando botas de viet-congues no sul da Austrália. O relógio bateu à meia-noite, mas o som da festa estava muito alto e não pude ouvi-lo, então acabei tropeçando em meus trapos e sendo excomungada da festa antes mesmo de explicar que não roubei ninguém. As pessoas por aqui são até legais as vezes, como por exemplo a família de pássaros que fizeram um ninho aqui na frente, eles vivem cantando... Deviam ser contratados pela broadway. Ok, eu vou tentar fazer sentido quando estiver explicando por que o irreal é sempre mais lógico. Vou tentar mostrar os dois lados da coisa de forma que não confunda sua cabeça e não te faça rir de mim. Talvez eu consiga te ensinar a ver o mundo irreal com os meus olhos, talvez eu crie lentes irrealíticas pra você... Seria um favor sem igual.... Bem, eu vou tentar por na sua mente como as coisas sem sentido são mais lógicas. Como um coelho de cartola, por exemplo, pode fazer mais sentido que um empresário ou um publicitário. Ou como fadinhas e pó mágico podem ser mais úteis que papel com valor ou pedras e minérios lapidados. Mas primeiro, antes de mais tudo e depois de mais nada, quero que feche os olhos... Fechou? Então agora leia o que seu coração lhe envia por cartas a muito tempo. Esqueça o que sua lógica realista diz, esqueça que você é uma pessoa, esqueça seu cérebro por um instante e pense em uma escala universal... O que você é? O que seus problemas são? De que vale papel com valor? Pra que serve aulas de etiqueta?
Hum... Bem, talvez eu não tenha feito muito sentido... Mas quando falamos do universo, da vida e tudo mais, o irreal é sempre mais lógico. Imagine só, se viver como uma insignificante poeira cósmica menor que um átomo e morrer para se juntar ao resquício de um universo submerso em luzes psicodélicas e fumaça radioativa fizesse algum sentido?
Bem, agora se me dão licença, estou indo ver se encontro onde deixei a cartola do meu ornitorrinco falante.
Obrigada pela atenção, até mais!
Hum... Bem, talvez eu não tenha feito muito sentido... Mas quando falamos do universo, da vida e tudo mais, o irreal é sempre mais lógico. Imagine só, se viver como uma insignificante poeira cósmica menor que um átomo e morrer para se juntar ao resquício de um universo submerso em luzes psicodélicas e fumaça radioativa fizesse algum sentido?
Bem, agora se me dão licença, estou indo ver se encontro onde deixei a cartola do meu ornitorrinco falante.
Obrigada pela atenção, até mais!
29 de out. de 2013
Apenas um texto
Já percebeu como as coisas mudam da noite para o dia? Como se nada tivesse acontecido de uma hora para a outra, ou como se o mundo fosse acabar no instante seguinte, nós mudamos a todo tempo. Talvez seja natural do ser humano, talvez apenas eu seja assim... Não, eu nunca sou a exceção. Há dias bons, dias ruins e dias extremamente ruins, como num ciclo vicioso estamos sempre nos adaptando a cada dia, mudando para não nos esquecermos de quem somos, e isso até pode parecer paradoxo quando paramos para avaliar.
Por uma semana inteira, senti o frio da noite na pele enquanto olhava pela janela do meu antigo quarto no segundo andar de uma casa onde eu já não ia há quase dois anos. A casa dos meus pais parecia assustadora, mas à noite me sentia confortável. Mais ali que em qualquer outro lugar. Foi então que comecei a me questionar sobre algumas coisas da vida, algumas coisas que não são reais mas que fazemos questão sentir, ver, ouvir, coisas que nem sempre são boas, mas nosso sentimento interior humano de querer sentir algo, para saber que está tudo em ordem, nos faz passar.
Esse não é um texto sobre minhas mudanças, nem sobre minha visita aos meus pais. Não é um texto para falar sobre coisas da vida nem para dar lição de moral. Nem sempre um texto precisa ter um fim informativo ou poético, as vezes um texto é só um texto. Assim como acontecimentos, que nem sempre acontecem por um objetivo maior, apenas acontecem. Então no fim eu só queria escrever, afinal, já estava sentindo falta...
21 de out. de 2013
Corda
Há mais coisas entre o céu e a terra que se pode imaginar, há mais coisas entre a vida e a morte que se pensa que há. A linha entre a razão e a loucura é tão fina quando a linha que separa amor e ódio. E nesse cenário é que um menino se encontra, equilibrando-se na corda bamba para não cair aos crocodilos nem aos tubarões. Ele se desequilibrou por um instante, mas logo se lembrou que não podia voar, então voltou a se concentrar em seus passos. Um de cada vez. Sobre a fina linha quase invisível como náilon e instável como o elástico. Ele ainda não havia chegado se quer à metade do caminho. Sentiu os pés vacilarem e esticou os braços para conseguir recobrar o equilíbrio, o vento pareceu um pouco mais forte naquele momento. Mas o vento não pode te derrubar, ele é apenas correnteza de ar. O menino prosseguiu. Com calma, sem pressa. Estivera ali por tempo bastante para descobrir o que acontece se você corre e cai para um dos lados. Ele segue com cuidado, preza mais sua vida que seu tempo. Mas menino, você ainda não percebeu que sua vida tem seu tempo? Menino, você não pode ter medo por todo esse caminho ou nunca sairá do lugar! Ele dá outro passo. Menino você não sabe que quanto mais rápido for, mais rápido aproveitará de sua vida? Ele dá outro passo. Menino você é corajoso ou um covarde como aqueles que deixou para trás? Ele segue por mais alguns passos. E para. Ei, menino, acorda. Ele pisca sem parar. Ei, menino, vamos, atravesse essa corda. Ele dá outro passo, incerto. Menino, acorda! Mais uma vez ele pisca com força os olhinhos assustados. Isso, vamos, estão esperando você do outro lado. Ele dá outro passo, e outro e outro... Acorda, menino... A corda, continue a andar, está quase no fim. Menino, por favor, acorda...
A vida é mais que manter o equilíbrio, é cair, é errar, e não ter medo de viver. A morte é mais fácil, é apenas uma travessia perigosa. Pobre menino, iludido pelos crocodilos e pelo medo de tubarões... Talvez agora ele entenda que viver, é ser lançado aos mais ferozes animais, ser mastigado para aprender onde fica cada pedaço. Mas pobre menino, a corda arrebentou e não pode voltar... Talvez em sua próxima travessia ele seja mais esperto, e escute "acorda" ao invés de "a corda".
19 de out. de 2013
Eu não sei
Andorinhas, mar, sangue, verão, inverno, roupas muitas roupas. Beleza única e rara, mentiras, mortes, bebês. Sentimentos, pensamentos, padrões e todas as cores e diferentes estampas. Pedrinhas, chuva... Chuva... Tempestade, raios, água, fortaleza, histórias, contos, medos... Verdades.
Mas talvez não... Talvez só faça sentido pra mim, talvez só eu sinta, talvez só eu entenda e compreenda. Talvez só eu seja capaz de traduzir sentimentos expostos como palavra desconexas... Logo, penso que não pode ser possível. Nunca há uma única pessoa com um único dom. Alguém mais precisa me ouvir, me entender e me explicar para mim mesma sobre o que se trata ser eu. Eu simplesmente não sei. Eu não sei como me manter coerente, como escrever linhas além de entrelinhas, como ser real ou imaginária. Eu já não sei mais sobre o que falar, e quem souber que entenda meus sentimentos nas palavras.
Apenas suplico, que caso saiba, não guarde para si... Me explique e me faça entender, eu preciso, pois simplesmente eu não sei.
16 de out. de 2013
Escrevendo a alma
Escrevo para mim, e escrevo para quem mais se interessar pelos meus pensamentos. São cantos e encantos de uma alma ferida pelo tempo e cicatrizada pelo seu próprio agressor, mas ainda assim, não é tão interessante. Escrevo pois não falo, escrevo meu mundo para o mundo em que vivo, talvez porque viver seja doloroso e socializar seja um soco no estômago daqueles que pode causar hemorragias e danos irreversíveis. De todo modo, escrevo quem sou para me lembrar, pois no dia-a-dia as coisas são bem diferentes. Ninguém me conhece muito, e ninguém é meu melhor amigo. Que ao contrário do português, me entende muito bem (rs). Todos tem um pouco de mim na verdade, mas nenhuma pessoa percebe o que me roubou. Finjo muitas coisas e finjo muito bem, mas quando me disseco em palavras, nenhuma mentira permito ser transcrita. Quero, pelo menos em algo, ser verdadeira e sincera. Ser direta em palavras é mais fácil, expor minha alma e meu coração se torna quase uma brincadeira. E então, sinto-me compreendida.
São contos e histórias de uma vida real, que nem sempre é uma verdade mas sempre é complicada. É isso o que escrevo. Com certo medo, mas com muita vontade.
Sim, eu descrevo em pequenos ou longos textos quem sou interiormente, quem nenhuma pessoa sabe que existe, e quem as vezes nem eu mesma sei que sou. Talvez seja estranho, mas digo que foi bom explicar isso... Agora até eu entendo.
14 de out. de 2013
Meu mal
O meu mal é, não querer mostrar o rosto. O meu mal é, me esconder do mundo o tempo todo. Meu mal é não me permitir. Meu mal e fingir ser, gostar, sorrir... Meu mal é dizer sempre que talvez. Meu mal é não parar para pensar no que quero. O meu mal é não escolher lados. O meu mal é querer agradar a quem não me agrada. Meu mal é ser assim, meio tudo, nada completo. Meu mal é escrever pouco, ter medo que ninguém esteja lendo. Meu mal é me prender, me torturar com pensamentos e indagações, me fazer de um brinquedo, testar minhas capacidades e por fim, não acreditar. Meu mal é não gostar de mim. Meu mal é querer ir em todas as festas. Meu mal é não fazer o que gosto. É ter remorso. É ser esquisita. É brincar de faz de conta em uma realidade não permissiva nem tolerante a pessoas sonhadoras.
São tantos os meus males, são tantos meus defeitos... Tenho de tudo um pouco, mas nunca nada por inteiro. Talvez eu seja perfeita, perfeitamente errada, mas um dia talvez eu esqueça e resolva ser quem sou. Sem medo. Sem erros. Apenas eu e minha nociva perfeição entre os males e malícias.
12 de out. de 2013
Playlist: The bravery
Bom, essa banda foi uma indicação da Mey e foi uma das boas. Desde a primeira música que ouvi, me apaixonei pelas letras e pelos ritmos contagiantes.
Quero destacar as que mais escuto no dia-a-dia nessas ultimas duas semanas:
Ours
Above and Below
Every word is a knife in my ear
That's it. Espero que gostem tanto quanto eu gostei :)
Quero destacar as que mais escuto no dia-a-dia nessas ultimas duas semanas:
Ours
Time won't let me go
This is not the end
Above and Below
Every word is a knife in my ear
That's it. Espero que gostem tanto quanto eu gostei :)
10 de out. de 2013
Entre histórias e livros
Livros são e sempre serão minha maior paixão. Lembro-me do primeiro livro que li quando ainda não tinha nem 7 anos. Tinha começado a ler há pouco tempo e só estava tentando praticar, foi quando achei aquele livro na estante da minha prima. O título só me chamou atenção por ter meu nome, "Alice" foi tudo que vi escrito na capa do livro, nada mais me importava desde que comecei a lê-lo. Então, conheci a fantástica história de uma garotinha que caíra em um mundo paralelo pela toca de um coelho. Me apaixonei por contos, livros e histórias desde então. Eu sempre achava confusão quando procurava livros.
Com 10 anos li meu primeiro livro "de gente grande". Mais uma fantasia, dessa vez um pouco mais fantástica - na minha opinião. "O Sobrinho do Mago" parte da série "As cronicas de Nárnia" foi o livro que achei na livraria da amiga da minha mãe, caído em um dos corredores, perdido entre tantos outros volumes. Ganhei de presente, e naquele mesmo dia comecei a "devorar" o livro.
Hoje, depois de tanto tempo e tantos outros livros, terminei de lê-lo novamente. E é sobre ele que quero falar.
Antes de mais nada, eu gostaria de dizer o que acho sobre livros e histórias.
Livros nem sempre trazem uma história, as vezes trazem uma informação, um tutorial, uma "forcinha" em algumas áreas específicas. Não deixam de ser valiosos e importantes. Mas não são os livros que nos levam para lugares incríveis, nem são eles quem nos fazem sonhar.
Admiro mesmo as histórias. São elas que por meio de livros nos teletransportam para lugares magníficos e nos fazem sentir pessoas incríveis em aventuras muitas vezes inacreditáveis. Também há aquelas histórias que nos fazem pensar, refletir e entender coisas que nem mesmo a filosofia pode nos ensinar.
Bom, agora falando sobre o livro, ele traz uma dessas histórias. O livro "O Sobrinho do Mago" fala não só sobre amizade e esperança, como também sobre curiosidade e fé.
A história narra a criação de Nárnia e o nosso mundo foi conectado ao de lá.
Digory Kirke (que aparece depois, já mais velho, em "O leão, a feiticeira e o guarda-roupa") era só um menino. Um menino muito curioso que acaba se metendo em encrencas que não esperava. Claro que um curioso nunca vai sozinho para suas descobertas, Digory arrasta com ele Polly, sua vizinha e mais nova amiga.
Tudo começa com um tio maluco e a necessidade de cobaias e termina com uma grande confusão entre vários universos paralelos.
A história de Digory Kirke, Polly Plummer, Aslam, a Feiticeira Branca, e Nárnia é enrolada, emaranhada e divertidamente explicada, com toques de suspense e até terror (Humor sempre tem né!).
Eu não quero contar mais do que devo, mas a história nos passa muito mais do que achamos ou esperamos de início...
Segue a sinopse:
Com 10 anos li meu primeiro livro "de gente grande". Mais uma fantasia, dessa vez um pouco mais fantástica - na minha opinião. "O Sobrinho do Mago" parte da série "As cronicas de Nárnia" foi o livro que achei na livraria da amiga da minha mãe, caído em um dos corredores, perdido entre tantos outros volumes. Ganhei de presente, e naquele mesmo dia comecei a "devorar" o livro.
Hoje, depois de tanto tempo e tantos outros livros, terminei de lê-lo novamente. E é sobre ele que quero falar.
Antes de mais nada, eu gostaria de dizer o que acho sobre livros e histórias.
Livros nem sempre trazem uma história, as vezes trazem uma informação, um tutorial, uma "forcinha" em algumas áreas específicas. Não deixam de ser valiosos e importantes. Mas não são os livros que nos levam para lugares incríveis, nem são eles quem nos fazem sonhar.
Admiro mesmo as histórias. São elas que por meio de livros nos teletransportam para lugares magníficos e nos fazem sentir pessoas incríveis em aventuras muitas vezes inacreditáveis. Também há aquelas histórias que nos fazem pensar, refletir e entender coisas que nem mesmo a filosofia pode nos ensinar.
Bom, agora falando sobre o livro, ele traz uma dessas histórias. O livro "O Sobrinho do Mago" fala não só sobre amizade e esperança, como também sobre curiosidade e fé.
A história narra a criação de Nárnia e o nosso mundo foi conectado ao de lá.
Digory Kirke (que aparece depois, já mais velho, em "O leão, a feiticeira e o guarda-roupa") era só um menino. Um menino muito curioso que acaba se metendo em encrencas que não esperava. Claro que um curioso nunca vai sozinho para suas descobertas, Digory arrasta com ele Polly, sua vizinha e mais nova amiga.
Tudo começa com um tio maluco e a necessidade de cobaias e termina com uma grande confusão entre vários universos paralelos.
A história de Digory Kirke, Polly Plummer, Aslam, a Feiticeira Branca, e Nárnia é enrolada, emaranhada e divertidamente explicada, com toques de suspense e até terror (Humor sempre tem né!).
Eu não quero contar mais do que devo, mas a história nos passa muito mais do que achamos ou esperamos de início...
Segue a sinopse:
A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.
8 de out. de 2013
Awake
Apenas mais um conto...
Era dia, claro e úmido como quase todos os dias são. O ar era imperceptível, nem me lembrava mais que aquele tipo de gás entrava meus pulmões adentro e saía para retornar no próximo segundo. Talvez eu estivesse tão ocupada nos últimos meses, que mal me lembrava que ainda respirava. E que isso era real.
Mais uma manhã de segunda-feira, mais uma página, duas, três... Ali estava eu mais uma vez.
Levantei por uns instantes apenas para ir pegar mais uma caneca de café. Olhei pela primeira vez em meses para o calendário, mas não me espantei. Não era um lapso temporal, apenas eu tentando deixar a vida passar; até agora, com êxito. Voltei com a caneca de café cheia, e só quando olhei a cama arrumada percebi um fato que escondia de mim mesma há tempos: não fazia ideia de quando fora a ultima noite dormida. Ignorei.
Começando a escrever um novo conto me deparei com um homem alto, de longos cabelos acinzentados e uma espada na cintura. Parecia um homem forte e decidido, dei-lhe o nome de Levi. Nome de meu avô. Em seu rosto um sorriso calmo apareceu e então começamos a conversar.
- Precisamos acabar com este mal de uma vez por todas! - Dizia ele com voz decidida.
- Mas o que está havendo, senhor? - Perguntei eu, desnorteada.
- Algo muito ruim. Uma criatura tem assolado muitos pelas bandas do norte, e descendo para o sul. - Ele informou. Detalhe por detalhe.
Casebres e pessoas foram tomando o lugar de meu quarto, uma vila engoliu minha sala velozmente. Todos clamavam por um salvador. Me vi então vestida em uma armadura, forjada em diamantes brutos e aço do mais resistente. Em minha mão, no lugar de uma caneta, ali estava uma espada pesada e afiada capaz de cortar um homem ao meio.
- Contra o que lutarei? - Perguntei.
Não tinha medo do que quer que fosse, já havia matado dragões e até mesmo necromantes.
- Uma doppellganger. - Disse-me o homem, com um pequeno sorriso no rosto.
Tudo se modificou então, e pela primeira vez pareci perder o controle. O rosto enrugado e o cabelo cinzento se contorciam em minha frente agora, e um novo rosto começava a surgir.
Empunhei a espada.
De repente era uma mulher. Baixinha, meio loira, olhos cor de mel. Eu conhecia aquele nariz alongado e arredondado na ponta... E aquela boca fina e pequena também me era familiar.
- Olá. - Disse a mulher.
Apertei o cabo da espada.
Tudo escurecia ao meu redor e então outras apareceram. Uma com um manto preto, outra com uma roupa de sacerdotisa, outra ainda com uma roupa comum de escolas públicas.
- O que... São vocês? - Minha voz estremeceu.
- Nós? - Diziam em uníssono - Nós somos você. Quando foi a última vez que se olhou no espelho? Quando foi a última vez que saiu? O faz além de matar criaturas lendárias e fantásticas? - Elas pararam e se aproximaram.
Dei um passo atrás, mas meu joelho tremeu... E eu caí.
Apenas uma falou então.
- Há quanto tempo, não come?
Seu rosto mais uma vez se contorcia, e agora uma senhora tomara o lugar da jovem. Uma senhora bem parecida... Uma senhora...
- Que você jamais será.... - Disse a voz em minha mente - Pois hoje, você acaba de perder... Para si mesma.
A doppellganger ergueu a adaga, mas não foi necessário usá-la. Antes mesmo eu já caíra... A dor de cabeça era insuportável... E eu apenas fechei os olhos.
Ao menos, vivi os melhores meses de minha vida.
Era dia, claro e úmido como quase todos os dias são. O ar era imperceptível, nem me lembrava mais que aquele tipo de gás entrava meus pulmões adentro e saía para retornar no próximo segundo. Talvez eu estivesse tão ocupada nos últimos meses, que mal me lembrava que ainda respirava. E que isso era real.
Mais uma manhã de segunda-feira, mais uma página, duas, três... Ali estava eu mais uma vez.
Levantei por uns instantes apenas para ir pegar mais uma caneca de café. Olhei pela primeira vez em meses para o calendário, mas não me espantei. Não era um lapso temporal, apenas eu tentando deixar a vida passar; até agora, com êxito. Voltei com a caneca de café cheia, e só quando olhei a cama arrumada percebi um fato que escondia de mim mesma há tempos: não fazia ideia de quando fora a ultima noite dormida. Ignorei.
Começando a escrever um novo conto me deparei com um homem alto, de longos cabelos acinzentados e uma espada na cintura. Parecia um homem forte e decidido, dei-lhe o nome de Levi. Nome de meu avô. Em seu rosto um sorriso calmo apareceu e então começamos a conversar.
- Precisamos acabar com este mal de uma vez por todas! - Dizia ele com voz decidida.
- Mas o que está havendo, senhor? - Perguntei eu, desnorteada.
- Algo muito ruim. Uma criatura tem assolado muitos pelas bandas do norte, e descendo para o sul. - Ele informou. Detalhe por detalhe.
Casebres e pessoas foram tomando o lugar de meu quarto, uma vila engoliu minha sala velozmente. Todos clamavam por um salvador. Me vi então vestida em uma armadura, forjada em diamantes brutos e aço do mais resistente. Em minha mão, no lugar de uma caneta, ali estava uma espada pesada e afiada capaz de cortar um homem ao meio.
- Contra o que lutarei? - Perguntei.
Não tinha medo do que quer que fosse, já havia matado dragões e até mesmo necromantes.
- Uma doppellganger. - Disse-me o homem, com um pequeno sorriso no rosto.
Tudo se modificou então, e pela primeira vez pareci perder o controle. O rosto enrugado e o cabelo cinzento se contorciam em minha frente agora, e um novo rosto começava a surgir.
Empunhei a espada.
De repente era uma mulher. Baixinha, meio loira, olhos cor de mel. Eu conhecia aquele nariz alongado e arredondado na ponta... E aquela boca fina e pequena também me era familiar.
- Olá. - Disse a mulher.
Apertei o cabo da espada.
Tudo escurecia ao meu redor e então outras apareceram. Uma com um manto preto, outra com uma roupa de sacerdotisa, outra ainda com uma roupa comum de escolas públicas.
- O que... São vocês? - Minha voz estremeceu.
- Nós? - Diziam em uníssono - Nós somos você. Quando foi a última vez que se olhou no espelho? Quando foi a última vez que saiu? O faz além de matar criaturas lendárias e fantásticas? - Elas pararam e se aproximaram.
Dei um passo atrás, mas meu joelho tremeu... E eu caí.
Apenas uma falou então.
- Há quanto tempo, não come?
Seu rosto mais uma vez se contorcia, e agora uma senhora tomara o lugar da jovem. Uma senhora bem parecida... Uma senhora...
- Que você jamais será.... - Disse a voz em minha mente - Pois hoje, você acaba de perder... Para si mesma.
A doppellganger ergueu a adaga, mas não foi necessário usá-la. Antes mesmo eu já caíra... A dor de cabeça era insuportável... E eu apenas fechei os olhos.
Ao menos, vivi os melhores meses de minha vida.
5 de out. de 2013
A outra eu
"Refugio-me na loucura porque não me resta o chamado meio-termo do estado de coisas comum. Quero ver coisas novas – e isso eu só conseguirei se não tiver mais medo da loucura." - Clarice Lispector
Há outra eu que me toma a mente vez ou outra, me diz o que devo fazer e some como surgiu. Há outra eu que não sabe de onde vem nem pra onde vai, mas não se importa com nada além de quem quer ser ou onde quer estar. Há outra eu que não posso controlar, nem o tempo pode mudar e temo que nem os loucos possam entender. Há outra eu que me toma o corpo vez ou outra, me leva onde quer como uma folha ao vento, lança palavras soltas por minha boca, enfeitiça-me com sua força e me quebra como um pote de vidro jogado ao chão. Há outra eu, e não me atrevo a querer controlá-la. Ela não precisa de mim. Admito, porém, o contrário; eu preciso de sua presença, força e coragem. Apenas pelo tempo necessário, nos momentos certos, ela vem e me toma por completo. Faz-me esquecer das regras da sociedade e do poder dos que me cercam alegando a mim que não importa quem sejam, importa quem sou eu. As vezes penso que serei fraca e sumirei, mas talvez a outra eu não me queira longe. Talvez ela não queira ter que assumir a realidade da vida ou ter leis e regras a cumprir... Pois talvez, ela só seja ela por ser a outra, e se fosse eu, eu seria ninguém. Ninguém para a sociedade mas alguém que assim como ela é pra mim, seria um incomodo para ela.
1 de out. de 2013
Querido anjo da guarda...
Olá, faz tempo desde a ultima vez que nos falamos.
Espero que esteja tudo bem com você.
Peço desculpas por não ter tido mais tempo para conversas longas sobre teorias da conspiração e o fim do mundo, confesso que sinto uma falta danada dos dias chuvosos em que costumávamos divagar sobre as possibilidades de o mundo sofrer um novo reboot, recebendo como novos habitantes os mutantes. É difícil encontrar quem quer que seja para confessar meus erros, contar piadas sem graça, inventar histórias mirabolantes e até testar manipulações psicológicas. Sabe, não é qualquer um que aceita ouvir sobre serial killers e fórmulas Hitlerianas. Também não é qualquer um que aceita ouvir sobre as mesmas histórias de vitórias e fracassos todas as noites, mal consigo achar alguém com quem passar todas elas... Seja como for, sinto sua falta.Tem sido complicado, aliás, mais complicado, a cada dia que passa não ter uma base ou apoio para segurar afim de não cair em loop eterno. As coisas parecem estar cada vez mais difíceis, e querendo ou não eu as vezes sou forçada a me negar. As pessoas não são mais as mesmas, elas não se importam como costumavam se importar. Como se agora todos tivessem algo mais importante para fazer... Não consigo deixar de lado esse sentimento de desprezo e fraqueza que me amarra o coração e transparece na face como um mau humor de segunda-feira quente no verão. As viagens não são mais tão especiais, uma vez que já não gosto de deixar minha cama. Sinto tanta vontade de jogar tudo para o alto e viver de contos! Me tornar escritora, inventora, uma louca de manicômio, tanto faz! Apenas esquecer tudo que me prende e me impede de ser eu... Mas acho que a única coisa que me permitia ser livre eu abri mão há tempos, e você sabe que essa coisa era você mesmo, meu querido amigo. As vezes me pergunto se não fui estúpida demais ignorando-te apenas para seguir a pessoas tão fúteis quanto eu. Fui idiota o bastante para trocar a mim mesma por alguém que hoje em dia mal reconheço a sombra ou reflexo...
O tempo é curto e tem pressa, preciso correr para todos os lados se quiser salvar minha vida. Realmente acredito que, apesar de tudo, você não me deixou. Pelo contrário, está bem aqui ao meu lado, lendo cada palavra e rindo de minha falta de noção das coisas - tudo pra você sempre foi tão simples não? Mas acredite meu anjo, sem você as pessoas são bem mais venenosas, os acontecimentos mais fatais e meus pensamentos mais vazios...
Espero que um dia me responda, com uma gargalhada ou uma piada sem sentido, mas me responda.
Obrigada por ler até aqui, e obrigada por me acompanhar, eu sei como sou chata as vezes.
Você é muito importante.
Beijos e abraços,
sua pequena Alice.
Espero que esteja tudo bem com você.
Peço desculpas por não ter tido mais tempo para conversas longas sobre teorias da conspiração e o fim do mundo, confesso que sinto uma falta danada dos dias chuvosos em que costumávamos divagar sobre as possibilidades de o mundo sofrer um novo reboot, recebendo como novos habitantes os mutantes. É difícil encontrar quem quer que seja para confessar meus erros, contar piadas sem graça, inventar histórias mirabolantes e até testar manipulações psicológicas. Sabe, não é qualquer um que aceita ouvir sobre serial killers e fórmulas Hitlerianas. Também não é qualquer um que aceita ouvir sobre as mesmas histórias de vitórias e fracassos todas as noites, mal consigo achar alguém com quem passar todas elas... Seja como for, sinto sua falta.Tem sido complicado, aliás, mais complicado, a cada dia que passa não ter uma base ou apoio para segurar afim de não cair em loop eterno. As coisas parecem estar cada vez mais difíceis, e querendo ou não eu as vezes sou forçada a me negar. As pessoas não são mais as mesmas, elas não se importam como costumavam se importar. Como se agora todos tivessem algo mais importante para fazer... Não consigo deixar de lado esse sentimento de desprezo e fraqueza que me amarra o coração e transparece na face como um mau humor de segunda-feira quente no verão. As viagens não são mais tão especiais, uma vez que já não gosto de deixar minha cama. Sinto tanta vontade de jogar tudo para o alto e viver de contos! Me tornar escritora, inventora, uma louca de manicômio, tanto faz! Apenas esquecer tudo que me prende e me impede de ser eu... Mas acho que a única coisa que me permitia ser livre eu abri mão há tempos, e você sabe que essa coisa era você mesmo, meu querido amigo. As vezes me pergunto se não fui estúpida demais ignorando-te apenas para seguir a pessoas tão fúteis quanto eu. Fui idiota o bastante para trocar a mim mesma por alguém que hoje em dia mal reconheço a sombra ou reflexo...
O tempo é curto e tem pressa, preciso correr para todos os lados se quiser salvar minha vida. Realmente acredito que, apesar de tudo, você não me deixou. Pelo contrário, está bem aqui ao meu lado, lendo cada palavra e rindo de minha falta de noção das coisas - tudo pra você sempre foi tão simples não? Mas acredite meu anjo, sem você as pessoas são bem mais venenosas, os acontecimentos mais fatais e meus pensamentos mais vazios...
Espero que um dia me responda, com uma gargalhada ou uma piada sem sentido, mas me responda.
Obrigada por ler até aqui, e obrigada por me acompanhar, eu sei como sou chata as vezes.
Você é muito importante.
Beijos e abraços,
sua pequena Alice.
26 de set. de 2013
às 15 horas de Sábado
Naquela sexta-feira decidimos viver a vida, acho que um pouco em cima da hora, mas ainda assim decisões são decisões. Acordamos cedo e nos encontramos para tomar café na padaria do Sid. Nunca achei que alguém pudesse tomar um simples café de forma tão estranha, ele me fez rir pela primeira vez no dia. A padaria estava cheia de pessoas estranhas como sempre, não que fossem esquisitas, eu apenas não compreendia a forma como levavam a vida. Ele disse que não eram estranhas, que apenas não sabiam quem eram; e por um momento fez sentido.
O primeiro passeio foi para o campo, lá onde ele brincava quando era uma criança, me contou cada história... Que até tive que me forçar a respirar pra não morrer de tantas risadas. Ele me ensinou o que fazer na casa do Seu Zé, e o que não fazer - nunca - na casa da Dona Giulia. Me mostrou que em certa parte do campo tinha uma linha bem forte no chão, aquele era o que separava o espaço dos meninos do das meninas.
Peguei a corda que levava na mochila e amarrei uma ponta num poste, ele batia a corda e cantava enquanto eu tentava não cair pondo a mão no chão e pulando como se fosse um arame farpado elétrico.
Subimos o morro e sentamos embaixo de uma árvore, conversamos sobre o universo, mas a conversa o deixou um pouco deprimido, então levantei e comecei uma aposta: Quem chegasse lá embaixo primeiro pagava o almoço.
Alugamos bicicletas, corremos que nem loucos, tocamos campainhas e corremos, fingimos ser viajantes do tempo, e então ele me levou para almoçar.
Almoçamos numa lanchonete, e a comida foi um grande hamburguer com uma lata de refrigerante. Todos nos olhavam como se fossemos crianças fazendo alguma arte, mas estávamos apenas tentando viver...
Às 14 horas ele me disse que já estava quase em hora de ir-se. Disse-me que voltaria, mas que agora teríamos que nos apressar. Refizemos nossas malas e voltamos para a rodoviária.
Era três horas da tarde de um sábado e foi apenas ao vê-lo andar em direção àquele ônibus que percebi o quanto me importava. Não corri, nem o abracei, nem gritei que o amava. Apenas sorri e acenei, como uma promessa de que o esperaria e quando voltasse, aí sim, eu diria o quanto me faz bem estar ao seu lado... E que deveríamos nos mudar para Neverland.
O ônibus saiu, e eu fiquei ali mais um pouco. O tempo ainda não passava normalmente... Sentei em qualquer canto e ali esperei. Às 15 horas de um sábado qualquer ele vai voltar como se foi, e então poderemos ser nós mesmos novamente, dessa vez, para o resto da vida.
23 de set. de 2013
Felizes para Sempre
Sim eu sou, sempre fui e sempre serei fã irremediável dos contos de fadas. Não só dos contos da Disney, ou dos irmãos Grimm. Na verdade, sou fã de todo conto que termine com "felizes para sempre". A pequena sentença no final da história me puxa com tanta força que é impossível negar-se a seguir. Impossível negar-se a acreditar, ter fé. Impossível negar-se a querer uma fada madrinha ou príncipe encantado. Não importa quais foram os problemas, quais foram as soluções, quais foram os caminhos, labirintos, monstros, personagens... Apenas o fim. Apenas aquela pequena frase. Não é pelas longas tranças da Rapunzel, nem pela beleza da Branca de Neve. Não é pela sorte da Cinderela, nem pela delicadeza da Bela. Nem pelas vantagens da Aurora ou pela coragem da Mulan. Nem pela curiosidade da Alice, nem mesmo pelos encantos de Ariel. Nada disso me importa, não são as princesas que me fascinam. Não são as histórias que me atraem realmente. Não são os príncipes que me encantam. No fundo, eu não busco filosofia alguma em qualquer conto de fadas, nem lição de moral, nem comparações com a realidade. O que realmente me fascina é como me fazem imaginar, os contos de fadas. Imaginar como conseguiram, como realizaram tal façanha que é ser feliz para sempre. Imagino as coisas que se seguiram, os problemas que podem ter surgido e as soluções que os contornaram. Imagino que ainda pode ser possível encontrar a felicidade, mesmo após estrelar um conto de fadas, mesmo após o fim do show, após as cortinas se fecharem, quando nenhum aplauso ecoa e nenhuma expectativa existe. Imagino como pode ser possível, que ainda assim, se viva feliz para sempre. Depois que se é esquecido, depois que seus fãs te ignoram ou criticam, depois que quem te amava lhe vira as costas. Aí está a real força dos contos de fadas. A real força das princesas. Sim, elas são as mais fortes não importa o tempo que passe, pois apesar de tudo, elas conseguem viver felizes para sempre.
16 de set. de 2013
Por traz das montanhas
Estava eu mais uma vez olhando pela janela do ônibus enquanto viajava de uma ponta a outra do estado, olhava o horizonte ao som de Regina Spektor, lembrava de cada ideal que sempre achei marcante, importante e útil. E então me vi sem mais o que pensar, sem mais o que lembrar, sem mais o que fazer. Já terminara de ler os 4 livros que havia comprado na bienal e me recusava a dormir, então me forcei a não me importar de apenas apreciar a paisagem.
O céu estava claro e tinha poucas nuvens, estava passando por um lugar sem prédios nem muitas casas, sendo assim só me restavam os picos das montanhas que ao longo do caminho estiveram sempre ali como uma fortaleza em torno da cidade... Ou do estado. Foi naquele momento que me lembrei de uma pergunta que recebi por e-mail, a pergunta era "Já parou pra imaginar o que tem por trás das montanhas?" e foi assim que comecei a indagar sobre muitos aspectos e possibilidades. De repente peguei minha imaginação vagando por histórias de elfos e anões, que entravam em aventuras infindáveis atrás de paz ou tesouros, imaginava princesas presas em torres escondidas em florestas, e príncipes em cavalos brancos procurando por sua donzela em perigo. Eu já estava imaginando dragões e antigas civilizações quando me deparo com uma súbita e brusca mudança de ambiente. Não, não viramos em rua alguma, o ambiente mudou apenas em minha mente. Voltei em um segundo para a realidade e passei a imaginar o porque de tão grandes montanhas em nossa volta, talvez os lugares por onde passeamos hoje tenham sido enormes mares antigamente... E talvez em cada montanha longínqua exista um túnel que leve a algum ou aglomerado de casas e prédios que chamamos de cidades. Mas se for assim, eu realmente prefiro ficar com minha fantasia, onde elfos forjam espadas para guerreiros corajosos que combatem dragões e bandidos, talvez eu escreva um conto assim algum dia... Mas por enquanto, apenas continuo imaginando que há salvação para uma sociedade perdida, por além das montanhas.
PS: Está feliz com a resposta mey? =)
14 de set. de 2013
Hoje, agora
O dia que não pode terminar mal, o dia que não vai terminar mal. O dia que teve, tem e terá de tudo para ser inesquecível. O dia que mudará minha vida, o dia que me mudará, o dia em que mudarei meu destino. O dia que começou e que terminará perfeito. O dia em que ninguém me estressa, o dia no qual faço as melhores escolhas, o dia em que nada pode abalar minha fé nem destruir minha autoconfiança. Esse dia meus senhores e senhoras, é hoje. Sempre hoje. Precisa ser hoje. Faço dele o hoje agora, para nunca mais me preocupar com qualquer outro dia.
8 de set. de 2013
Lack
"Cansei de me sentir sozinha. Cansei de tanta mentira. Cansei dos dias iguais, da rotina. Cansei de mim e de me deixar sempre em última opção. Cansei de procurar meus amigos. Cansei de mentir pra mim, pra ver se dói menos. Cansei de me preocupar com quem não se preocupa comigo. Cansei de sofrer e de acordar indisposta, cansei de sentir o coração bater mais forte, com uma sensação de arrependimento, de erro. Cansei de tudo."
- Clarice Lispector
Passo maior parte dos dias do ano sendo eu, me mostrando uma pessoa alegre, alguém sociável com os amigos e romântica com os agregados do coração. Passo horas pensando em formas de contornar os problemas ou simplesmente esmagá-los. Separo um tempo para as contas, um tempo para os estudos, um tempo para o trabalho. Dedico-me em tudo que faço, à todos com quem convivo. Faço piadas e dou gargalhadas, e no fim do dia, aquela foi eu, foram mais algumas das minhas horas, foram alguns dos meus momentos que nunca terão replay. Não me arrependo de quase nenhum, também não sinto falta da maioria. Não fico remoendo a falta de sensibilidade do destino ou a falta de sorte. Mas ainda me corroo. Por cada risada que dei, cada lágrima que derramei, cada um que aconselhei, cada um que amei, cada amigo que ajudei, cada abraço que distribuí, cada música que escutei, cada sentimento que exibi; afinal, aquela foi eu, mas não como quero ser. Ainda há uma falta. Uma falta que não é minha e que por isso ignoro. Uma falta que me faz sofrer silenciosamente, tão silenciosamente que as vezes nem mesmo percebo que estou sofrendo. Falta de atenção, de carinho, de amor de amigo, de compreensão. Eles não me conhecem, e não me compreendem. Falta de tempo, de dinheiro, de roupa, até de maquiagem. Não posso ser eu sem uma câmera que me mostre exatamente como sou, pois o espelho nada mais é que uma miragem. Falta de conversa, de assunto, de leituras, de viagens. Como eu poderia viver sem nada de construtivo para passar adiante? Sem poder passar o que tenho adiante?
São faltas pequenas, mas significativas. Faltas que mesmo que eu seja eu, não me permitem ser quem eu quero ser, quem eu nasci pra ser.
Ah... A falta de entusiasmo... Ah... E a falta de coerência... Também deveria falar das faltas que eu deveria mostrar mais ao invés de esconder?
Acho que no fim, eu devia apenas falar mais de mim...
4 de set. de 2013
Chuva
Eu particularmente amo a chuva. Amo a forma como ela se cria e a forma como se desmancha. Amo os sons que produz e reproduz, o bem que faz e também os estragos que causa. Amo a chuva de um modo... Diferente. Amo-a daquele jeito, que não se baseia em palavras mas sim em não comprar um guarda-chuva. Gosto quando ela cai graciosamente, trazendo frio e fazendo nossas janelas se encherem de vapor. Quando ela se derrama em minha telha fazendo aquele som de pedrinhas batendo em vidro, enquanto eu tomo uma caneca de café e como alguns biscoitinhos que aprendi a fazer nos invernos em que minha avó ainda era viva. Adoro como ela pode se mover, mudar e não se importar... Nem ao menos ser questionada. Seu jeito de seguir o vento sem se importar se está indo para o norte ou sul. Gosto de ver pequenos pedaços seus na grama e nas flores do jardim. Gosto da poça de lama que ela faz também, sempre gostei de brincar nelas. Mas isso tudo apenas no inverno.
No verão ela é ainda melhor, ainda mais significativa, ainda mais graciosa. Se no inverno ela é o tipo persistente, no verão ela é o tipo insana. Daquelas que vem por alguns minutos e logo decidi não vir mais, deixando apenas um arco-iris para mostrar que passou por tal lugar. Amo muito suas pancadas nos finais de tarde, enquanto o céu está alaranjado e podemos ir para a rua ver os raios no horizonte enquanto brincamos de qualquer coisa de criança, pois em chuvas de verão todos se tornam crianças novamente. Gosto dos amores que ela traz, e dos que ela leva. Gosto da forma como ela me limpa e me faz uma nova pessoa. Alguém que não se importa em estar suja de lama, ou com roupas encharcadas, alguém que quer apenas aproveitar o que a vida pode dar de melhor.
Gosto da chuva em todos os seus aspectos, gosto dela em cada estação de uma forma diferente. Posso dizer que a amo desde o dia em que meu pulmão se encheu de ar, afinal, naquele dia ela estava presente. Há alguns 20 outonos atrás... Me saudou com boas vindas, e até hoje é minha melhor amiga.
2 de set. de 2013
Apenas
" Que a vida me traga apenas o que for bom para mim. Que meus amigos sejam apenas aqueles que valem a pena. Que minhas paixões não sejam apenas momentâneas. Que meus amores sejam apenas eternos. Que minha esperança seja suficiente apenas para me guiar até o fim. Que meu mundo seja apenas mais um. Que eu não seja apenas mais uma no mundo. Que tudo seja passageiro, apenas para que nada dure mais que o necessário. E que assim seja. "
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