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19 de nov. de 2013

Ergo Proxy


Tudo que você precisa saber desde o começo é que: (a) a Terra não é mais o planeta que você conhece, (b) nada é o que parece ser, e (c) você vai passar noites em claro.
Ergo Proxy é um anime (desenho oriental/animação japonesa) para pensar.
Vamos primeiro para a história e depois para a análise, e se você não gosta de animes, peço que reconsidere. Este pode ser bem mais interessante que qualquer blockbuster americano.

A história se passa em um futuro; distante para uns, nem tanto para outros...  A Terra j´havia se passado, tudo havia sido destruído e agora só restavam civilizações destacadas e milhas e mais milhas distantes umas das outras. Todas localizadas em redomas, redomas essas que conseguiam imitar com exatidão as cidades que os humanos conheceram um dia. Neste futuro, os humanos vivem com a ajuda de criaturas robóticas classificadas de vários modos; os Autoreives. São robôs que fazem tudo. Alguns acompanham os humanos, outros servem mais como... "empregados" mesmo.
Tudo começa quando uma "espécime" que estava sendo estudada no núcleo de Rondo (cidade onde quase tudo se passa) escapa. Esta espécime espalha um vírus chamado "cogito" entre os autoreives, dando a eles alma. O que acaba tornando-os perigosos, afinal, eles finalmente percebem como estão sendo usados e como não tem direitos. Em busca da primeira espécime, porém, uma nova espécime parecida aparece. Aparece pela primeira vez na casa de uma jovem chamada Re-l ou Lil Mayer. A neta do prefeito. Obviamente ela jamais esqueceria aquela espécime em sua frente, o que mais parecia um monstro. Na verdade, uma espécime estava em busca da outra... E no fim das contas, uma delas morre. A partir daí a história se volta para Lil e sua curiosidade insaciável e Vincent Law, o principal suspeito.
Muitas coisas acontecem, pessoas morrem a todo tempo, e então as coisas ficam confusas. Tão confusas que nem mesmo os personagens da trama entendem o que está acontecendo ou o que está por vir. E então... Chega o fim. Assim, sem mais, nem menos. E então, tudo faz sentido. Ou não.

Agora minha opinião... FODA. (acho que nunca me verão tão empolgada com algo, assim)
O anime tem detalhes demais, mas não mais que o necessário. Metáforas, comparações, personificações, tem todo tipo de filosofia oculta e linguagem figurada. Põe à prova o que é Deus, o que somos nós, o que é o universo... Expõe a realidade em pequenos espaços de tempo, nos emoldura perfeitamente em um ciclo. Desde o começo, o anime nos mostra os dois lados de cada moeda que possamos encontrar na vida. Incluindo a mesma. Ele nos mostra a face da morte em sua mais pura existência e ingenuidade. E a face da vida em sua sede por realidade e comodidade. Há episódios onde a face da humanidade é relatada em uma crítica tão real e massante que nos faz pensar, aliás, nos leva a refletir! O anime explora ações e reações de tantos diferentes ângulos que não se entende na primeira vez que vemos. Apenas nos confunde, essa é a verdade. O tempo inteiro, tudo muda. Tudo é um constante liquidificador, como diria minha mãe. Vai rodando tudo e triturando até sobrar apenas líquido, antes disso, não tente engolir nem tirar de lá!
Muitas pessoas, muitos diferentes pontos de vista. Se não quer ter o trabalho de pensar, não assista! Mas se quiser se aventurar em uma jornada puramente psicológica, vale a pena conferir!

São 23 episódios de 25 a 30 minutos. Tem um estilo de traço bem americanizado. Eu assisti legendado.

Segue o trailer:

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