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16 de out. de 2013
Escrevendo a alma
Escrevo para mim, e escrevo para quem mais se interessar pelos meus pensamentos. São cantos e encantos de uma alma ferida pelo tempo e cicatrizada pelo seu próprio agressor, mas ainda assim, não é tão interessante. Escrevo pois não falo, escrevo meu mundo para o mundo em que vivo, talvez porque viver seja doloroso e socializar seja um soco no estômago daqueles que pode causar hemorragias e danos irreversíveis. De todo modo, escrevo quem sou para me lembrar, pois no dia-a-dia as coisas são bem diferentes. Ninguém me conhece muito, e ninguém é meu melhor amigo. Que ao contrário do português, me entende muito bem (rs). Todos tem um pouco de mim na verdade, mas nenhuma pessoa percebe o que me roubou. Finjo muitas coisas e finjo muito bem, mas quando me disseco em palavras, nenhuma mentira permito ser transcrita. Quero, pelo menos em algo, ser verdadeira e sincera. Ser direta em palavras é mais fácil, expor minha alma e meu coração se torna quase uma brincadeira. E então, sinto-me compreendida.
São contos e histórias de uma vida real, que nem sempre é uma verdade mas sempre é complicada. É isso o que escrevo. Com certo medo, mas com muita vontade.
Sim, eu descrevo em pequenos ou longos textos quem sou interiormente, quem nenhuma pessoa sabe que existe, e quem as vezes nem eu mesma sei que sou. Talvez seja estranho, mas digo que foi bom explicar isso... Agora até eu entendo.
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