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13 de nov. de 2013

Tudo se transforma


Nascemos, sem certezas nem desejos. Crescemos, com perguntas e confusos. Nos desenvolvemos, com respostas e teorias. Reproduzimos, sem muita vontade ou com ilusões. Morremos... Apenas morremos.
Tristeza desde o dia do nascimento, rotina desde a primeira respiração. Pense na vida útil de seus órgãos, fazendo infindavelmente o mesmo movimento apenas para sobreviver... Para você sobreviver. Você também é um órgão. Fazendo infindavelmente os mesmos movimentos para sobreviver, para que o universo continue. Mas um dia seu coração parará. Seus rins estarão gastos. Seus pulmões, cansados. Seu cérebro um dia entrará em curto. Seu estômago estará ácido demais. Seu fígado já terá tido dias melhores. Talvez seus olhos ainda sejam úteis... Mas de qualquer forma, em algum momento eles se fecharão. E o que virá depois? Não se sabe, ninguém sabe. Aliás, eu lhe digo o que virá depois, pois eu sei. Você será sepultado como convém à sua família em termos financeiros e religiosos, entrará em decomposição dando de comer à larvas e fungos, se tornará apenas um esqueleto frágil e quebradiço que também será comido, roído e se tornará por fim poeira. Nada além disso. Poeira mal cheirosa, morta, que se misturará à terra. E um dia já não se saberá que você esteve ali um dia. Você será ninguém. E apenas quando for ninguém saberá, saberá de todos os segredos da vida, pois a morte lhe contará. Também saberá de tudo que acontece à alguém após a morte.
Toda essa conversa pode nos deixar abalados ou depressivos. Descobrir que todos morrem e que jamais voltam pode ser exaustivo e triste. Mas se permite lhe contar um segredo, não se abata, isso é apenas um ciclo. Assim como o ciclo da água que se forma em nuvem apenas para voltar a ser água e experimentar a queda... Assim também é a vida. E a morte. Passamos por elas para, assim como a água, mudarmos. Sim! Para mudarmos e experimentarmos diferentes sensações, termos diferentes lembranças. E no fim sermos coisas diferentes e infinitamente mais sábias que antes. Porque tudo se transforma, tudo muda, tudo é um em diferentes formas e tamanhos.
Entenda como quiser, a vida é ora uma escola, ora um lapidador.

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