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17 de fev. de 2015

A parte bela da tragédia

Não é bonito? Sim, é bonito. 
Aquele olhar terno e triste, perdendo aos poucos o brilho da intensidade, se tornando cada vez menos... Menos esperançoso. Menos caloroso. Menos feliz.  
Aquele sorriso que surge aos poucos, triste, um sorriso choroso que pede quase de joelhos enquanto se alarga gradativamente que tudo aquilo seja apenas uma piada para que ele tenha um motivo para estar ali. Cada vez mais... Mais fraco. Mais difícil. Mais forçado. 
Todas aquelas imagens que passam em mente, em molduras de puro ouro e diamantes, com lindos filtros e belos ajustes. Um sorriso aqui, um pôr-do-sol ali, são como filmes. Quadros de filmes. 
A breve respiração, a lentidão de um coração que se recusa a se acelerar ao ver a imagem que o fizera quase explodir tantas vezes. Todas aquelas mudanças que consideramos ruins.
Passamos bons momentos nos questionando, culpando, torturando. Nós julgamos tudo tão errado que mal percebemos, que essa é a parte mais bela. A única e mais bela parte de uma tragédia. É ela quem mostra o quanto tudo foi real, o quanto significou.
Não é bonito?
Sim... É lindo. 

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